A proibição do uso de bisnagas compartilhadas para ketchup, mostarda, maionese e outros molhos em bares, restaurantes e lanchonetes continua repercutindo em Ribeirão Preto. A nova regra sanitária, que entraria em vigor neste mês, foi adiada para 1º de fevereiro de 2027.
A medida estabelece que molhos, temperos e condimentos sejam oferecidos em porções individuais. Segundo a chefe da Vigilância Sanitária de Ribeirão Preto, Josimara Lourenço, um dos objetivos é reduzir o risco de contaminação entre consumidores pelo contato de uma bisnaga com alimentos já mordidos.
A regra também vale para ambulantes que comercializam sanduíches, salgados e produtos similares. Apesar da mudança, os estabelecimentos não serão obrigados a utilizar exclusivamente sachês industrializados.
Porções individuais
De acordo com a Vigilância Sanitária, a portaria não determina um modelo específico para a apresentação dos molhos. Eles poderão ser oferecidos em sachês, copinhos ou outros recipientes, desde que respeitadas as condições higiênico-sanitárias e que a porção seja individual.
Com isso, estabelecimentos que produzem os próprios molhos, como maioneses temperadas ou receitas especiais, poderão continuar oferecendo esses produtos. A principal alteração será na forma de disponibilização ao consumidor, que não poderá mais utilizar a mesma bisnaga que outras pessoas.
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Custos e adequações
A Associação de Bares e Restaurantes (Abrazel) afirma concordar com medidas voltadas à segurança alimentar, mas demonstra preocupação com os impactos financeiros da mudança. Segundo o presidente da entidade, Nicolas Horta, a substituição das bisnagas pode aumentar os custos dos estabelecimentos e a quantidade de embalagens descartadas.
A entidade também afirma que a nova portaria traz outras mudanças relacionadas às boas práticas sanitárias, que podem exigir treinamento de funcionários, revisão de processos, documentação e, em alguns casos, adequações estruturais. Como grande parte do setor é formada por pequenos negócios, a Abrazel defende um período de transição e recebeu de forma positiva a prorrogação da entrada em vigor.
Prazo de adaptação
A associação orienta os empresários a não deixarem as adequações para a última hora. A entidade afirma que pretende orientar os associados e buscar esclarecimentos junto aos órgãos responsáveis sobre como cada exigência deverá ser aplicada.
A Vigilância Sanitária reforça que os estabelecimentos não precisarão abandonar os molhos produzidos internamente. A mudança está relacionada à forma de disponibilização, com a substituição das bisnagas compartilhadas por porções individuais.



