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Obesidade infantil exige atenção de pais na volta às aulas

Especialista destaca que hábitos alimentares na infância influenciam a saúde na vida adulta e orienta sobre escolhas mais saudáveis para a rotina escolar
Obesidade
Canva

Uma em cada cinco crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos vive com sobrepeso ou obesidade no mundo, segundo dados do Atlas Mundial da Obesidade deste ano. O cenário reforça a importância dos cuidados com a alimentação desde a infância, principalmente com a volta às aulas e a rotina mais corrida das famílias.

A professora de nutrição da Estácio, Renata Dessordi, explicou à CBN que os hábitos construídos nos primeiros anos de vida podem refletir na fase adulta. Segundo ela, para formar adultos mais saudáveis, é necessário cuidar da alimentação das crianças desde cedo.

Alimentação escolar

Para a especialista, a falta de tempo não deve ser um impedimento para preparar opções mais saudáveis para os lanches das crianças. Ela explica que, com planejamento, é possível substituir alimentos ultraprocessados por alternativas mais nutritivas sem aumentar o trabalho na rotina.

Entre as opções citadas estão recheios preparados previamente, como frango desfiado, queijo fresco, patês e ricota temperada, que podem ser utilizados em sanduíches. A orientação é organizar a rotina para facilitar a preparação dos alimentos.

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Outro ponto de atenção é o consumo de bebidas. Segundo Renata, o ideal é priorizar frutas in natura, mas os sucos pasteurizados sem adição de açúcar e conservantes podem ser uma alternativa prática para a lancheira.

Hábitos familiares

A nutricionista destaca que a mudança no comportamento alimentar precisa envolver toda a família, já que as crianças consomem aquilo que está disponível em casa e observam os hábitos dos responsáveis.

De acordo com ela, não adianta oferecer alimentos saudáveis para a criança se os pais não têm o mesmo comportamento. O exemplo dentro de casa é considerado fundamental para melhorar a aceitação de frutas, verduras e legumes.

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A obesidade infantil, segundo Renata, é uma doença multifatorial e envolve aspectos relacionados à alimentação, ao ambiente em que a criança vive e também questões emocionais, como situações de bullying e impactos psicológicos.

Acompanhamento

Os pais devem observar sinais de alteração no desenvolvimento da criança, como mudanças nas roupas e aumento de gordura corporal, principalmente na região abdominal. A avaliação, porém, deve ser feita com acompanhamento de pediatra e, quando necessário, de um nutricionista.

A especialista explica que profissionais de saúde utilizam curvas de crescimento estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde para avaliar se o desenvolvimento está dentro do esperado para a idade.

Renata também reforça a importância de atenção a possíveis alergias e intolerâncias alimentares. Segundo ela, informações sobre restrições devem ser compartilhadas com a escola para evitar que a criança tenha contato com alimentos que possam causar problemas.

Sobre as cantinas escolares, a professora avalia que houve avanços na oferta de opções mais saudáveis, mas ressalta que os alimentos ultraprocessados não precisam ser totalmente proibidos. A recomendação é trabalhar a frequência e a quantidade, ensinando a criança a ter uma relação equilibrada com a alimentação.

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