Médico fala em não seguir dietas ‘da moda’; em média 30% a 35% dos casos oncológicos são relacionados à alimentação inadequada
Dietas restritivas sem acompanhamento profissional podem trazer riscos à saúde, especialmente para pacientes oncológicos. De acordo com especialistas, cerca de 30% a 35% dos casos de câncer estão ligados a hábitos de vida e alimentação inadequada.
Riscos das Dietas Restritivas no Tratamento do Câncer
O oncologista Carlos Fruey, do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto, alerta sobre a falta de estudos científicos que comprovem os benefícios de dietas restritivas (zero carboidrato, zero gordura, etc.) para pacientes com câncer. Ele enfatiza a importância de uma alimentação balanceada, rica em fibras e vegetais, incluindo carboidratos, durante o tratamento. Dietas como a citogênica, jejum prolongado e jejum intermitente são desaconselhadas.
A Importância do Acompanhamento Nutricional
Independentemente do tratamento, pacientes preocupados com o peso devem buscar orientação médica e nutricional antes de iniciar qualquer restrição alimentar. A queda de imunidade durante o tratamento oncológico aumenta a vulnerabilidade a complicações. É crucial desmistificar crenças populares, como a de que o açúcar alimenta células cancerígenas, afirma o Dr. Fruey. A perda de peso deve ser gradual e saudável, evitando restrições extremas que podem levar ao ganho de peso posterior.
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Recomendações e Conclusões
Mudanças drásticas na alimentação devem ser feitas com acompanhamento de nutricionista e médico. Cada indivíduo reage de forma diferente às dietas, e um emagrecimento saudável prioriza o equilíbrio e a sustentabilidade, ao invés de restrições prolongadas e prejudiciais à saúde. A consulta a especialistas é fundamental para evitar problemas e garantir um tratamento adequado e eficaz.



