Uma operação conjunta da Polícia Civil e do Gaeco foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) para combater uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na região de Ribeirão Preto. Batizada de Operação Lex Inversa, a ação tem como foco o núcleo de disciplina do PCC, responsável por impor regras e punições em áreas dominadas pela facção.
Até o momento, 21 pessoas foram presas, de um total de 26 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça. A operação também cumpriu 21 mandados de busca e apreensão e segue em andamento, com possibilidade de novas prisões ao longo do dia.
Ação regional
As ações ocorreram em diversas cidades da região, incluindo Ribeirão Preto, Cravinhos, Brodowski, Ituverava, Ibaté, Araraquara, Itápolis, Taquaritinga, Monte Alto, Guariba e Cajuru, além de Uberlândia, em Minas Gerais.
Entre os presos, dois foram detidos em Ribeirão Preto e apontados como integrantes do núcleo investigado. Em Monte Alto, um suspeito foi preso em flagrante por tráfico de drogas durante o cumprimento de mandado. Drogas e uma arma também foram apreendidas na operação.
A investigação, que durou cerca de um ano, identificou ao menos 28 pessoas envolvidas na atuação criminosa, segundo a Polícia Civil.
Leia também
Tribunal do crime
O núcleo de disciplina do PCC, alvo da operação, é responsável por aplicar punições internas e também a pessoas fora da organização, em um sistema conhecido como “tribunal do crime”. As sanções vão desde multas e agressões até tortura e morte.
De acordo com as autoridades, esse grupo atua como um elo entre a cúpula da facção e as bases territoriais, impondo regras paralelas às leis do Estado em determinadas regiões.
A atuação inclui o que os investigadores chamam de fiscalização e julgamento de condutas, com aplicação de penalidades consideradas ilegais pelas autoridades.
Investigações
As investigações foram conduzidas pela unidade de inteligência da Polícia Civil em Ribeirão Preto, com apoio do setor de combate ao crime organizado e acompanhamento do Gaeco.
Após a fase de investigação, o Ministério Público deve assumir a condução da ação penal, buscando a responsabilização dos envolvidos. Todos os detidos devem responder por integrar organização criminosa armada.
As autoridades destacam que a operação busca enfraquecer a atuação da facção e impedir a formação de estruturas paralelas de poder. A operação segue em andamento.



