Os impactos da guerra no Oriente Médio já são sentidos na economia de Ribeirão Preto, especialmente no setor de embalagens. Empresas da região começaram a enfrentar aumento nos custos e risco de desabastecimento, o que levou até à suspensão de novos pedidos por parte de fornecedores.
Uma fábrica local interrompeu temporariamente as vendas para avaliar novas políticas de preço e volume, diante da instabilidade no fornecimento de matéria-prima. A decisão reflete um cenário de incerteza que já afeta comerciantes e consumidores.
Com a alta nos custos de produção e logística, impulsionada principalmente pelo aumento do petróleo e do dólar, os preços das embalagens já começaram a subir nas lojas da cidade, pressionando toda a cadeia.
Alta preços
Comerciantes de Ribeirão Preto já sentem o impacto direto no dia a dia. Um dono de sorveteria recebeu aviso de reajuste de até 18% nos preços de itens como caixas de isopor e sacolas, utilizados principalmente no delivery.
Apesar do aumento, ele ainda não repassou os custos aos clientes, mas admite que será difícil manter os preços por muito tempo. O delivery, que representa parte significativa das vendas, amplia o impacto financeiro na operação.
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A situação se repete em lojas especializadas em embalagens. Um comerciante relata que já está comprando produtos com aumento de até 50%, o que surpreendeu o setor e gerou reação imediata dos clientes diante dos novos valores.
Impacto petróleo
A explicação para o cenário está na instabilidade internacional provocada pelo conflito no Oriente Médio, região estratégica na produção de petróleo. A elevação nos preços do barril afeta diretamente insumos como plástico e isopor, derivados do petróleo.
Segundo especialista em economia, países envolvidos no conflito, como o Irã, têm papel relevante no mercado global, influenciando a oferta e os preços. O estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, também contribui para a pressão sobre o mercado.
Com isso, o aumento dos custos tende a se espalhar em cadeia, atingindo diferentes setores. A recomendação é que empresas e consumidores repensem o uso de embalagens e busquem alternativas diante do cenário de preços elevados.
Cenário incerto
Mesmo com uma recente queda nos preços do petróleo após um acordo provisório de cessar-fogo, o cenário ainda é de indefinição. A volatilidade do mercado internacional mantém empresas e comerciantes em alerta.
Na prática, isso significa incerteza sobre novos reajustes e dificuldade de planejamento para quem depende desses insumos. Muitos clientes já sinalizam que podem reduzir compras diante dos aumentos.
Enquanto o conflito não se resolve, a tendência é de cautela em toda a cadeia produtiva, com impactos diretos tanto para quem vende quanto para o consumidor final.



