A Polícia Civil deflagrou nesta terça-feira (9) a Operação Martelo Final para desarticular uma organização criminosa especializada no golpe do falso leilão. A ação foi coordenada pela Delegacia Seccional de Barretos e resultou, até o momento, na prisão de três suspeitos.
Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nas cidades de Jundiaí e São Paulo. Entre os presos estão um homem e uma mulher em Jundiaí e outro homem na capital paulista. A investigação teve início após uma vítima de Guaíra registrar um prejuízo de R$ 28,5 mil ao tentar adquirir um veículo anunciado em um site fraudulento que utilizava a identidade visual de uma empresa de leilões.
Esquema criminoso
Segundo a Polícia Civil, os criminosos criavam sites falsos de leiloeiras e anunciavam veículos por valores abaixo dos praticados no mercado para atrair compradores. Após o contato da vítima, o grupo induzia o pagamento por meio de transferências bancárias para contas controladas pela organização.
As investigações identificaram cerca de oito pessoas envolvidas no esquema. Cinco delas integrariam o núcleo financeiro da quadrilha, responsável pelo recebimento e distribuição dos valores obtidos com os golpes.
De acordo com o delegado seccional de Barretos, Rafael Faria Domingos, a fraude envolvia diversas etapas, incluindo a criação de páginas falsas hospedadas em servidores fora do Brasil, contratação de anúncios em plataformas de busca, atendimento às vítimas por telefone e movimentação dos recursos em contas digitais.
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Prisões
Os suspeitos detidos responderão por estelionato qualificado por fraude eletrônica. As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias, podendo ser convertidas em prisões preventivas durante o andamento das investigações.
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, computadores, tablets, cartões bancários e mídias de armazenamento. Todo o material passará por perícia para auxiliar na identificação de outros integrantes da organização.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar os demais envolvidos e aprofundar as investigações sobre outros núcleos do grupo criminoso.
Como evitar
O golpe do falso leilão tem como principal característica a oferta de veículos, imóveis, máquinas e outros bens por valores muito abaixo dos praticados no mercado. Para dar credibilidade à fraude, os criminosos clonam a identidade de empresas reais, utilizando nomes, logotipos, endereços e até números de processos.
A orientação é desconfiar de ofertas com preços muito inferiores ao valor de mercado, acessar diretamente os sites das leiloeiras digitando o endereço no navegador e verificar se a empresa possui registro regular e CNPJ compatível com as informações divulgadas.
Também é recomendado evitar pagamentos via Pix para pessoas físicas ou para empresas com dados divergentes dos informados no anúncio. Em caso de suspeita, a recomendação é registrar boletim de ocorrência e guardar todas as conversas, comprovantes e registros da negociação.



