A proposta de orçamento de Ribeirão Preto para 2027, estimada em quase R$ 5,8 bilhões, foi alvo de críticas durante a primeira audiência pública realizada na Câmara Municipal. Representantes da sociedade civil cobraram mais recursos para a assistência social e questionaram a falta de detalhamento das despesas previstas. Na coluna De Olho na Política, o cientista político Bruno Silva avaliou que a clareza das informações é fundamental para que os vereadores analisem a proposta e compreendam como o dinheiro público será distribuído. Representantes de entidades sociais afirmaram que os repasses municipais estão sem reajuste desde 2022, enquanto os custos para manter os atendimentos aumentaram.
A audiência também teve questionamentos sobre a ausência de informações específicas para áreas como educação, cultura e remuneração dos servidores municipais. O presidente da Comissão de Finanças da Câmara, vereador Matheus Moreno, afirmou que as demandas serão encaminhadas ao Executivo e que novos requerimentos serão preparados para cobrar esclarecimentos. A segunda audiência pública sobre o orçamento está prevista para 5 de novembro, às 18h30, na sala de comissões da Câmara Municipal.
Bruno Silva também destacou a importância de avaliar os recursos destinados à prevenção e à resposta a desastres naturais, diante dos transtornos provocados pelas chuvas em Ribeirão Preto. O comentarista explicou que parte significativa do orçamento já está comprometida com despesas obrigatórias e com a manutenção dos serviços públicos, o que limita os recursos disponíveis para novos investimentos. Segundo ele, cabe aos vereadores analisar as prioridades, fiscalizar a proposta e discutir possíveis mudanças com a participação da sociedade civil. Ouça o áudio completo da coluna De Olho na Política.