A osteoporose é uma doença que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas, mas pode evoluir sem apresentar sintomas. Segundo o reumatologista Flávio Calil Petean, professor da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, muitas pessoas só descobrem o problema depois de sofrer uma fratura ou ao realizar exames preventivos.
O médico explica que homens e mulheres começam a perder cálcio dos ossos a partir dos 30 a 35 anos, após uma fase em que o organismo acumula esse mineral. Nas mulheres, a perda óssea se torna mais frequente por volta da menopausa. Nessa fase, as fraturas mais comuns atingem a coluna vertebral, as costelas, o punho e a região do ombro. Em pessoas mais velhas, a fratura do fêmur está entre as mais graves.
A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento são temas destacados no Dia Mundial da Osteoporose. De acordo com o especialista, a avaliação médica é importante mesmo quando não há dor ou outros sinais da doença.
Prevenção
Uma alimentação adequada, com ingestão suficiente de cálcio e vitamina D, e a prática regular de atividade física aeróbica ajudam a prevenir a perda de massa óssea. Petian também destaca que o sedentarismo contribui para o enfraquecimento dos ossos.
O reumatologista ressalta que essas medidas ajudam a prevenir a evolução da doença, mas não substituem o tratamento para quem já recebeu o diagnóstico. A necessidade de suplementação deve ser considerada no contexto da avaliação de saúde de cada pessoa.
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O médico também alerta para a importância de evitar quedas, especialmente entre idosos. Segundo ele, muitas fraturas acontecem dentro de casa. Entre as medidas recomendadas estão instalar barras de apoio no banheiro, utilizar um banco no box do chuveiro, evitar encerar o piso, retirar tapetes escorregadios e não usar calçados que facilitem escorregões.
Diagnóstico
Como a osteoporose geralmente não provoca dor, a doença pode ser identificada por meio de exames antes de uma fratura. O especialista cita a densitometria óssea como o principal exame para avaliar o risco de fraturas.
A avaliação pode ser realizada por diferentes profissionais de saúde, como ginecologistas, geriatras, clínicos gerais, ortopedistas, reumatologistas e endocrinologistas. Quando já existe uma fratura, exames como radiografia, tomografia e ressonância magnética também podem ajudar a avaliar a extensão do problema.
Em Ribeirão Preto, segundo Petian, a rede de atenção primária à saúde oferece assistência para a investigação da doença. A densitometria óssea é utilizada para identificar o risco de fraturas, inclusive em pessoas que ainda não tiveram complicações.
Tratamento
Existem diferentes tratamentos para a osteoporose, definidos de acordo com o quadro clínico, a gravidade da doença e o histórico de fraturas do paciente. Segundo o médico, há medicamentos que reduzem a perda de cálcio dos ossos e outros que estimulam o aumento da massa óssea.
Os chamados medicamentos anabolizantes ósseos são indicados para casos específicos. Petian explica que esses tratamentos são mais caros e podem ser disponibilizados pelo governo por meio das farmácias de alto custo.
Apesar dos riscos associados à doença, o especialista afirma que há opções de tratamento e que é possível manter a qualidade de vida após o diagnóstico. Por isso, a orientação é buscar avaliação médica, adotar medidas preventivas e reduzir os riscos de quedas no dia a dia.



