Procura por clínicas de reprodução humana dispara e agendamentos já são duas vezes maiores que em outros anos
A pandemia de COVID-19 impactou significativamente os procedimentos de fertilização in vitro (FIV) no Brasil. Devido às restrições impostas, muitas mulheres tiveram seus tratamentos adiados, resultando em uma demanda represada considerável.
Demanda Reprimida e o Retorno Gradativo aos Tratamentos
Com o aumento da procura por tratamentos de reprodução assistida antes da pandemia, o período de isolamento social causou uma diminuição acentuada, chegando até à suspensão completa dos procedimentos em alguns casos. Após a flexibilização das medidas restritivas, observou-se um aumento gradual na procura por FIV, indicando a existência de uma demanda reprimida significativa. Uma parcela da população, principalmente mulheres com idade avançada, continuou buscando tratamento mesmo durante a pandemia, muitas vezes optando pelo congelamento de óvulos ou embriões para uso posterior.
Preservação da Fertilidade e o Congelamento de Óvulos e Embriões
O congelamento de óvulos e embriões, também conhecido como preservação da fertilidade, mostrou-se uma alternativa viável durante a pandemia. A técnica permite que as mulheres adiem a gravidez, preservando a qualidade dos óvulos para uso futuro. O número de embriões congelados cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos, com São Paulo liderando em número de procedimentos. Apesar do aumento, o potencial para realização de procedimentos de FIV no Brasil é muito maior do que o atual.
Recomendações para Mulheres Interessadas em Reprodução Assistida
Para mulheres interessadas em recorrer às técnicas de reprodução assistida, a recomendação é procurar um(a) ginecologista para obter informações e discutir as opções disponíveis. As técnicas de reprodução assistida evoluíram bastante, oferecendo possibilidades promissoras para a gravidez. A conversa com um profissional de saúde é fundamental para avaliar a melhor opção e obter os melhores resultados.



