A Polícia Civil indiciou o padre Mário Reis da Silveira, da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto, pelos crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual. A investigação foi concluída pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia à Justiça.
As investigações tiveram início em março deste ano, após ex-coroinhas denunciarem abusos que teriam ocorrido dentro da paróquia ao longo dos últimos 20 anos. Além dos depoimentos das vítimas, a Polícia Civil analisou celulares apreendidos com o religioso.
Investigação
Segundo a polícia, o indiciamento significa que foram reunidas provas consideradas suficientes para apontar o padre como provável autor dos crimes investigados.
Durante a apuração, os investigadores encontraram, nos aparelhos apreendidos, mensagens e fotos de conteúdo íntimo envolvendo menores de idade. O material faz parte das provas reunidas no inquérito.
A Polícia Civil também informou que ainda analisa o conteúdo extraído de um computador apreendido com o padre. Após essa etapa, o inquérito será definitivamente concluído e encaminhado ao Ministério Público.
Leia também
Depoimentos
Uma das vítimas relatou à reportagem da CBN que os abusos envolviam beijos no pescoço, no rosto e na boca, além de contatos íntimos, que, segundo ela, aconteciam com frequência quando permanecia sozinha com o padre.
Outra vítima afirmou que demorou anos para denunciar os fatos por receio de não ser acreditada, já que as acusações envolviam um sacerdote. Segundo o relato, havia dúvidas sobre como as denúncias seriam recebidas diante da posição ocupada pelo religioso.
Defesa
O padre Mário Reis da Silveira foi afastado das funções na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim em março deste ano e atualmente está em Minas Gerais.
Na semana passada, ele prestou depoimento por videoconferência e negou todas as acusações. Até o momento, a defesa do religioso não se manifestou sobre o indiciamento.
A Diocese de Ribeirão Preto também não comentou a decisão da Polícia Civil.



