O uso do elemento “auto” na formação de palavras foi o tema da coluna Papo Certo. A professora Lígia Boareto explicou que, na maioria dos casos, o elemento deve ser escrito junto à palavra seguinte, como em automóvel, autoescola, autopeças, autoteste, autoatendimento, autoajuda e autodeclaração. A orientação é lembrar da grafia de automóvel para evitar dúvidas. Quando a segunda palavra começa com R ou S, a consoante deve ser dobrada, como em autorretrato e autosserviço.
O hífen é utilizado quando a palavra seguinte começa com H ou O, como em auto-hipnose e auto-observação. Lígia também diferenciou o falso prefixo “auto” de palavras em que o termo é um substantivo, como Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, e “autos”, no sentido de registros de um processo judicial, citado na música Dueto, de Chico Buarque.
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