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Período de seca chega de vez na região!

Produtores rurais que tiveram prejuízos no ano passado já se preparam para agosto, porque agora o medo é com as queimadas
Período de seca
Produtores rurais que tiveram prejuízos no ano passado já se preparam para agosto, porque agora o medo é com as queimadas

Produtores rurais que tiveram prejuízos no ano passado já se preparam para agosto, porque agora o medo é com as queimadas

O período de seca e o risco de queimadas preocupam produtores rurais em várias regiões do Brasil. Em Murro, Agudo (SP), município que registrou 87 focos de incêndio em 2022, causando prejuízos de R$ 80 milhões à agricultura e danos ambientais significativos, a preocupação é latente.

Devastadoras Queimadas do Passado e os Preparativos para o Futuro

Produtores como Roberto Figueiredo, que em 2022 viu sua plantação de cana, equivalente a 38 campos de futebol, destruída pelo fogo, relatam que estão mais preparados para a seca deste ano. Apesar dos esforços, a memória da tragédia permanece, descrita por Figueiredo como um "verdadeiro cenário de guerra". Para este ano, o município conta com 200 horas de voo contratadas com a prefeitura para emergências, três novos caminhões de 15 mil litros para combate a incêndios, além da frota de usinas e um caminhão adquirido por produtores locais.

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Ações de Prevenção e Reflorestamento

O Sindicato Rural de Murro Agudo tem desempenhado um papel crucial na mitigação dos impactos das queimadas. Iniciativas como a distribuição de mudas a partir de outubro visam ao reflorestamento de áreas devastadas. O biólogo Luiz Renato Pereira destaca a importância da proteção dos rios e matas ciliares para a preservação dos recursos hídricos, enfatizando que a manutenção da vegetação auxilia na infiltração da água no solo, abastecendo os lençóis freáticos.

Alerta Máximo para Risco de Incêndios

Um alerta máximo para o risco de incêndios foi emitido para agosto pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG). Cidades como Barretos e Colina estão em situação de emergência (nível vermelho), devido à ausência de chuvas e à alta incidência de fatores que contribuem para a propagação do fogo, como umidade relativa do ar baixa e ventos fortes. A presidente do Conselho da ABAG, em Ribeirão Preto, destaca a importância de redobrar os cuidados e evitar qualquer ação que possa causar incêndios, lembrando que mais de 80% dos casos são provocados por ações impensadas ou intencionais.

A situação exige atenção e prevenção por parte de todos, visando minimizar os impactos das queimadas e proteger o meio ambiente e a produção agrícola.

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