Uma jovem de 24 anos foi morta a tiros na noite de terça-feira (27), às margens da Rodovia Cândido Portinari, em Rifaina, na região de Franca. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio. O principal suspeito é o pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, com quem a vítima, Priscila Lacerda Custódio, mantinha um relacionamento havia quase quatro meses. Ele fugiu após o disparo e, até o momento, é procurado pela polícia.
Segundo o boletim de ocorrência, o crime aconteceu no quilômetro 463 da rodovia, próximo a uma propriedade rural. Natural de Perdizes, em Minas Gerais, Priscila foi até Rifaina para devolver uma caminhonete do suspeito. Ela estava acompanhada do irmão e de uma amiga porque, conforme os relatos registrados pela polícia, havia demonstrado apreensão e contado que sofria agressões e ameaças.
Ainda de acordo com o registro policial, a jovem foi baleada durante uma discussão envolvendo um aparelho celular. O irmão de Priscila afirmou que Bolelli também apontou uma arma em sua direção antes de fugir. A vítima foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu aos ferimentos. O celular dela foi apreendido para perícia.
Relatos de ameaças
Em depoimento à polícia, a amiga de Priscila contou que a jovem mantinha um relacionamento esporádico com o pecuarista desde julho deste ano. Segundo a testemunha, quatro dias antes do crime, na sexta-feira, Priscila relatou ter sido agredida por Bolelli. A amiga afirmou que chegou a ver as lesões apresentadas pela jovem.
A testemunha também disse que Priscila relatou ter sido ameaçada de morte pelo suspeito, que teria dito que daria um tiro na cabeça dela. Ainda conforme o depoimento, Bolelli teria contratado pessoas para monitorar a jovem e acreditava que ela estivesse envolvida com outro homem.
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A amiga relatou que o pecuarista não permitia que Priscila voltasse para Perdizes. Diante das ameaças, ela orientou a jovem a não ir sozinha a Rifaina para devolver a caminhonete. Por isso, o irmão e a amiga decidiram acompanhá-la na viagem.
Suspeito procurado
O irmão da vítima também contou à polícia que recebeu uma ligação de Priscila pedindo companhia para a viagem. Durante a conversa, percebeu que ela estava apreensiva e teve a impressão de que poderia estar sendo intimidada ou ameaçada.
A Polícia Civil realiza buscas para localizar Bolelli. A defesa do suspeito não havia sido localizada até o momento da reportagem. As circunstâncias do crime seguem sob investigação.



