Pesquisadores da UFSCar e da USP desenvolveram compostos promissores para o tratamento da malária, especialmente no combate a cepas resistentes aos medicamentos atuais. O tema foi destaque na coluna Com ciência, com participação do pesquisador da Fiocruz, Dr. Rodrigo Stabeli, que reforçou a importância da ciência no enfrentamento da doença, considerada ainda um grande desafio de saúde pública global.
Segundo o especialista, a pesquisa é voltada principalmente para a malária falciparum, forma mais grave da doença e associada ao maior número de mortes. Apesar de concentrada principalmente na Amazônia Legal, a malária segue impactando o Brasil devido à circulação de pessoas entre regiões do país. O pesquisador destacou ainda que o tratamento atual é baseado em medicamentos quimioterápicos, que podem causar efeitos colaterais e levar ao abandono do tratamento, favorecendo a resistência do parasita.
Durante a entrevista, Dr. Rodrigo também ressaltou a importância das políticas públicas de saúde, do incentivo à pesquisa científica e da vacinação, citando ainda o aumento dos casos de gripe e influenza em decorrência da baixa adesão vacinal. Segundo ele, investimentos em ciência, prevenção e acesso ao tratamento são fundamentais para reduzir casos, internações e mortes.
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