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Pesquisa da USP em Ribeirão Preto avalia efeitos da beterraba na pressão arterial

Estudo busca voluntários homens hipertensos para investigar os efeitos do extrato de beterraba enriquecido com nitrato na saúde vascular
beterraba
Foto: Getty Images / Corelens - Canva

Uma pesquisa clínica desenvolvida em Ribeirão Preto pela USP avalia os efeitos do extrato de beterraba enriquecido com nitrato de sódio sobre a pressão arterial e a saúde vascular de homens hipertensos. O estudo busca entender se a intervenção pode melhorar a função dos vasos sanguíneos e se há diferenças nos resultados entre homens brancos, pretos e pardos.

A pesquisa é conduzida pela fisioterapeuta e doutoranda em farmacologia Alessandra de Cássia Barros, do Departamento de Farmacologia da USP de Ribeirão Preto. Segundo ela, já existem estudos sobre o possível efeito anti-hipertensivo do extrato de beterraba, mas ainda são necessárias avaliações em populações específicas.

A hipótese é que o nitrato presente na beterraba passe por transformações no organismo e dê origem ao óxido nítrico, substância relacionada ao funcionamento dos vasos sanguíneos. A pesquisa também considera que a beterraba possui compostos antioxidantes que podem contribuir para a saúde vascular.

Voluntários

Podem participar homens de 20 a 65 anos, não fumantes, com hipertensão e que não tenham doenças graves que impeçam a participação. É necessário ter índice de massa corporal de até 35 kg/m² e, no caso dos hipertensos, utilizar no máximo dois medicamentos para o controle da pressão.

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O estudo aceita tanto pessoas que acabaram de receber o diagnóstico e ainda não iniciaram tratamento medicamentoso quanto hipertensos que já utilizam medicamentos há anos. A proposta é avaliar se o extrato pode apresentar efeitos adicionais, mesmo em pessoas que já estejam com a pressão controlada.

A pesquisa também compara homens pretos, pardos e brancos. De acordo com Alessandra, a avaliação considera que a população preta e parda apresenta maior predisposição à hipertensão e a doenças cardiovasculares, além de maior frequência de hipertensão resistente em comparação com a população branca.

Avaliações

Os participantes passam por monitorização ambulatorial da pressão arterial e exames para avaliar a saúde dos vasos sanguíneos. Entre eles estão a velocidade de onda de pulso, que verifica a rigidez dos vasos, e o exame de endopata, voltado à avaliação da função vascular.

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Os procedimentos não são invasivos, com exceção da coleta de sangue. Também é realizada coleta de saliva. Os exames são oferecidos gratuitamente e os resultados podem ser levados pelos participantes aos médicos que já acompanham seus tratamentos.

Segundo Alessandra, alguns dos exames realizados na pesquisa não são comuns na prática clínica devido ao custo, embora sejam indicados para o acompanhamento da hipertensão.

Como participar

A pesquisa é realizada no CSE Joel Domingos Machado, na Rua Teresina, conhecido como CSE da Rua Cuiabá, em Ribeirão Preto. Os voluntários hipertensos participam de quatro visitas ao longo de aproximadamente um mês, sendo duas no período inicial e duas no período final.

Os participantes recebem uma ajuda de custo de R$ 30 por dia de comparecimento ao CSE para auxiliar no transporte.

A triagem é feita inicialmente pelo WhatsApp. O interessado deve entrar em contato com Alessandra pelo número (18) 99714-2052. Na primeira etapa, são feitas perguntas sobre medicamentos utilizados, peso, altura e outras informações necessárias para verificar os critérios de participação. Caso esteja apto, o voluntário recebe as orientações para o agendamento dos exames.

A pesquisadora reforça que o extrato de beterraba estudado não deve ser entendido como substituto de medicamentos para hipertensão. A pesquisa avalia seus possíveis efeitos como intervenção adicional.

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