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Pílula de fosfoetanolamina é vendida sem adição da substância nos EUA

Descoberta foi feita por pesquisadores da Unicamp; medicamento ainda não teve sua eficácia comprovada
pílula fosfoetanolamina
Descoberta foi feita por pesquisadores da Unicamp; medicamento ainda não teve sua eficácia comprovada

Descoberta foi feita por pesquisadores da Unicamp; medicamento ainda não teve sua eficácia comprovada

A venda da fosfoetanolamina, substância sem comprovação científica para o tratamento do câncer, é proibida no Brasil. Apesar disso, muitas pessoas adquirem o produto pela internet, importando-o de uma empresa dos Estados Unidos.

Investigação da Polícia Federal

A fabricação do suplemento alimentar à base de fosfoetanolamina ocorre em um laboratório uruguaio, mas a comercialização é feita pela empresa Quality Medicine, sediada em Miami, com sócios de Porto Alegre. A Polícia Federal deflagrou a operação Placebo para investigar a venda do suplemento, incluindo suspeitas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

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Análise da Unicamp: Resultados Preocupantes

O Instituto de Química da Unicamp analisou amostras do produto e constatou a ausência de fosfoetanolamina nas cápsulas. A análise revelou a presença de fosfato de cálcio, magnésio, zinco, dióxido de titânio e, em pequena quantidade, fosfato de monoetanolamônio, uma substância tóxica para ratos e prejudicial à saúde humana. Foram analisadas 45 cápsulas utilizando equipamentos modernos, confirmando a discrepância entre o conteúdo e a informação presente na embalagem.

Opinião de Especialistas e Contraponto da Empresa

O oncologista André Dek Sass enfatiza a falta de comprovação científica da eficácia da fosfoetanolamina no combate ao câncer, ressaltando a diversidade de tipos de câncer e a necessidade de tratamentos específicos. O advogado da empresa nos Estados Unidos contesta a análise da Unicamp, alegando inadequação da metodologia e apresentando certificações internacionais de qualidade do produto.

Apesar das alegações da empresa, a ausência de fosfoetanolamina nas cápsulas analisadas pela Unicamp levanta sérias preocupações sobre a segurança e a veracidade das informações divulgadas aos consumidores. A investigação da Polícia Federal continua em andamento.

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