Polícia Civil de Guará inicia investigação sobre abordagem policial que terminou com pitbull morto
A Polícia Civil de Guará iniciou uma investigação sobre a abordagem policial que resultou na morte de uma pitbull a tiros por um policial militar. O incidente ocorreu na tarde de quinta-feira e, além da morte do animal, também estão sendo apuradas possíveis resistências e desacato por parte de um dos envolvidos.
O Incidente e a Reação da Comunidade
A investigação foi aberta para apurar a morte de Pretinha, uma pitbull de dois anos. O caso ganhou repercussão após um vídeo gravado por um morador circular na internet, mostrando o momento dos disparos. O vídeo revela o pânico e a indignação dos moradores com a ação do policial.
O incidente ocorreu durante uma abordagem policial na Avenida Massul-nacano, no centro de Guará, e foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram resistência por parte dos moradores, alvos da operação, e troca de agressões com os policiais. Durante o conflito, três cães saíram de um dos imóveis, e um policial atirou quatro vezes em Pretinha, que morreu no local.
Leia também
Revolta e Contestações
O homem abordado pela polícia admitiu ter resistido à ação policial. A família de Pretinha expressou revolta com a morte do animal, descrevendo-o como dócil e afirmando que ele nunca demonstrou agressividade. Rafael Felipe, irmão do abordado e um dos donos da cachorra, afirmou que buscará justiça pelo ocorrido.
Isabela Cristina Pérez Felipe, auxiliar de produção, que mora próximo ao local, relatou ter se assustado com os disparos, um dos quais atingiu o portão de sua casa. Ela afirma que se sente ameaçada após o incidente.
Análise e Implicações Legais
Marta Rosa Marquiore de Oliveira, presidente da Associação Turminha do Latino, lamentou a morte de Pretinha, afirmando que o animal não deveria pagar pelo erro dos outros. Fabiúlo Coelho, presidente da Comissão de Direitos Animais da OAB de Ribeirão, analisou o vídeo da abordagem e apontou despreparo dos policiais. Ele argumenta que os tiros não configuram legítima defesa, pois a reação foi desproporcional à ameaça apresentada pelos cães.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Estado informou que a Polícia Militar analisa as imagens da abordagem e apura todas as circunstâncias. A nota menciona que os policiais faziam patrulhamento quando viram um suspeito descartando drogas e que, ao tentar efetuar a prisão, foram hostilizados pelos moradores.
O caso levanta questões sobre o preparo da polícia e o uso de força em abordagens, especialmente quando envolvem animais de estimação. A investigação em curso deverá esclarecer as responsabilidades e determinar as medidas a serem tomadas.



