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Polícia Civil investiga dois casos de latrocínio em Ribeirão Preto

Um suspeito da morte do empresário Paulo de Tarso Valini se entregou à polícia; no Jardim Castelo Branco, um homem de 51 anos foi encontrado morto em casa
polícia
Sérgio Oliveira/EPTV

Um dos suspeitos de envolvimento na morte do empresário Paulo de Tarso Valini, de 69 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (1º), em Ribeirão Preto. Jonas Mateus, conhecido como Joninha, de 19 anos, tinha um mandado de prisão temporária e, segundo a investigação, era o responsável por pilotar a motocicleta usada no crime.

Valini foi morto a tiros na porta de casa, na Vila Seixas, no dia 13 de agosto. O homem apontado pela polícia como autor dos disparos ainda não foi localizado. Em outro caso, ocorrido na segunda-feira (31), a Polícia Civil investiga a morte de Marcelo Aparecido Ferreira, de 51 anos, encontrado sem roupas e com duas perfurações de faca dentro da residência, no Jardim Castelo Branco 2.

Empresário morto

Jonas compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e, inicialmente, negou participação no crime e ter negociado a motocicleta. O delegado José Carvalho de Araújo Júnior afirmou que a versão apresentada pelo suspeito é contrária às provas reunidas durante a investigação. Ele deve permanecer preso e prestar depoimento.

De acordo com informações apuradas pela reportagem, Jonas possui histórico de atos infracionais durante a adolescência e foi levado cinco vezes à delegacia. Ele cumpriu duas internações na Fundação Casa, sendo a última durante 2024, até janeiro de 2025.

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Valini trabalhava com restauração de veículos antigos e foi abordado por dois homens de motocicleta quando chegava à residência, na rua Guimarã Espaços. Imagens de câmeras de segurança indicaram que ele foi acompanhado por aproximadamente quatro quilômetros após deixar a oficina, no bairro Lagoinha.

Segundo a investigação, os criminosos pretendiam roubar um cordão de ouro e um relógio Rolex que estavam com o empresário. Após uma breve reação da vítima, o atirador efetuou três disparos. A dupla fugiu sem levar os objetos. Imagens também mostram que o autor dos disparos deixou cair o coldre da arma, voltou para recolher o objeto e depois subiu na garupa da motocicleta.

Morte no Castelo

No Jardim Castelo Branco 2, Marcelo Aparecido Ferreira foi encontrado morto na casa onde morava sozinho. Segundo a Polícia Civil, ele estava sem roupas e apresentava, preliminarmente, duas perfurações provocadas por faca. A arma não foi localizada, e a causa exata da morte depende do laudo do Instituto Médico Legal.

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As imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores indicam que Marcelo teria entrado na residência acompanhado por uma ou duas pessoas. Para a polícia, isso levanta a possibilidade de que a vítima conhecesse pelo menos um dos envolvidos. A investigação ainda tenta esclarecer o que aconteceu entre a chegada dos suspeitos e o assassinato.

A principal linha de investigação é a de latrocínio, já que objetos de Marcelo foram levados. Um dos suspeitos foi registrado deixando o imóvel com uma bicicleta motorizada que pertencia à vítima. O celular de Marcelo também desapareceu e, segundo a polícia, provavelmente foi levado pelos criminosos.

A DIG, Delegacia de Investigações Gerais, analisa as imagens e os demais elementos reunidos para identificar os envolvidos e esclarecer a dinâmica e a motivação do crime. Segundo informações repassadas aos investigadores, Marcelo seria usuário de drogas, e uma possível relação com o assassinato também é apurada, mas a polícia ressalta que a investigação ainda está no início e não há uma motivação definida.

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