Um dos suspeitos de envolvimento na morte do empresário Paulo de Tarso Valini, de 69 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (1º), em Ribeirão Preto. Jonas Mateus, conhecido como Joninha, de 19 anos, tinha um mandado de prisão temporária e, segundo a investigação, era o responsável por pilotar a motocicleta usada no crime.
Valini foi morto a tiros na porta de casa, na Vila Seixas, no dia 13 de agosto. O homem apontado pela polícia como autor dos disparos ainda não foi localizado. Em outro caso, ocorrido na segunda-feira (31), a Polícia Civil investiga a morte de Marcelo Aparecido Ferreira, de 51 anos, encontrado sem roupas e com duas perfurações de faca dentro da residência, no Jardim Castelo Branco 2.
Empresário morto
Jonas compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e, inicialmente, negou participação no crime e ter negociado a motocicleta. O delegado José Carvalho de Araújo Júnior afirmou que a versão apresentada pelo suspeito é contrária às provas reunidas durante a investigação. Ele deve permanecer preso e prestar depoimento.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, Jonas possui histórico de atos infracionais durante a adolescência e foi levado cinco vezes à delegacia. Ele cumpriu duas internações na Fundação Casa, sendo a última durante 2024, até janeiro de 2025.
Valini trabalhava com restauração de veículos antigos e foi abordado por dois homens de motocicleta quando chegava à residência, na rua Guimarã Espaços. Imagens de câmeras de segurança indicaram que ele foi acompanhado por aproximadamente quatro quilômetros após deixar a oficina, no bairro Lagoinha.
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Segundo a investigação, os criminosos pretendiam roubar um cordão de ouro e um relógio Rolex que estavam com o empresário. Após uma breve reação da vítima, o atirador efetuou três disparos. A dupla fugiu sem levar os objetos. Imagens também mostram que o autor dos disparos deixou cair o coldre da arma, voltou para recolher o objeto e depois subiu na garupa da motocicleta.
Morte no Castelo
No Jardim Castelo Branco 2, Marcelo Aparecido Ferreira foi encontrado morto na casa onde morava sozinho. Segundo a Polícia Civil, ele estava sem roupas e apresentava, preliminarmente, duas perfurações provocadas por faca. A arma não foi localizada, e a causa exata da morte depende do laudo do Instituto Médico Legal.
As imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores indicam que Marcelo teria entrado na residência acompanhado por uma ou duas pessoas. Para a polícia, isso levanta a possibilidade de que a vítima conhecesse pelo menos um dos envolvidos. A investigação ainda tenta esclarecer o que aconteceu entre a chegada dos suspeitos e o assassinato.
A principal linha de investigação é a de latrocínio, já que objetos de Marcelo foram levados. Um dos suspeitos foi registrado deixando o imóvel com uma bicicleta motorizada que pertencia à vítima. O celular de Marcelo também desapareceu e, segundo a polícia, provavelmente foi levado pelos criminosos.
A DIG, Delegacia de Investigações Gerais, analisa as imagens e os demais elementos reunidos para identificar os envolvidos e esclarecer a dinâmica e a motivação do crime. Segundo informações repassadas aos investigadores, Marcelo seria usuário de drogas, e uma possível relação com o assassinato também é apurada, mas a polícia ressalta que a investigação ainda está no início e não há uma motivação definida.



