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Polícia Civil investiga quatro casos de violência envolvendo adolescentes em escolas de Ribeirão Preto

Delegacia da Infância e Juventude orienta pais a acompanharem comportamento dos filhos, principalmente nas redes sociais
Polícia Civil
Sérgio Oliveira/EPTV

A Polícia Civil de Ribeirão Preto investiga quatro ocorrências de violência envolvendo adolescentes em escolas ou nas proximidades de unidades de ensino somente em agosto. O caso mais recente aconteceu na noite de segunda-feira (24), na Escola Estadual Cônego Barros, no Centro, em que um estudante foi agredido com um soco inglês e sofreu uma fratura no rosto.

O adolescente responsável pela agressão foi apreendido e levado para a Fundação Casa. A Polícia Civil pediu à Justiça a internação provisória, mas ele já foi liberado. O caso foi registrado como ato infracional análogo ao crime de lesão corporal grave.

Na avaliação do delegado responsável pela Delegacia da Infância e Juventude (Diju), Aroldo Chaude, ainda não foi possível esclarecer completamente a motivação da briga. Segundo os relatos colhidos, um desentendimento teria começado após uma bolada acertada involuntariamente em uma garota na sexta-feira anterior. O estudante teria pedido desculpas, mas a situação voltou a gerar conflito na segunda-feira.

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Outros casos

O episódio da Escola Cônego Barros ocorreu após uma sequência de outros casos registrados neste mês. No dia 21 de agosto, um adolescente de 13 anos foi esfaqueado nas costas por um colega de 14 anos dentro de um colégio particular no Jardim Irajá. A faca atingiu o pulmão e o estudante precisou passar por cirurgia. Segundo a Polícia Civil, ele permanece internado em uma UTI e tem estado de saúde estável.

A investigação trata o caso como ato infracional análogo à tentativa de homicídio. De acordo com o delegado, o ataque teria acontecido de surpresa, sem uma discussão ou ofensas imediatamente antes da agressão. O suspeito tentou deixar a escola, mas foi detido pela portaria.

A investigação também encontrou mensagens de ofensas e ameaças em um grupo de WhatsApp que reunia estudantes de diferentes salas. Para Aroldo Chaude, o ambiente era marcado por um tipo de bullying que envolvia diversos alunos.

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Antes desse episódio, no dia 11 de agosto, uma bomba colocada dentro de uma lata de refrigerante explodiu no pátio de uma escola estadual no Alto da Boa Vista. Três adolescentes ficaram feridos por estilhaços. Quatro estudantes foram levados à Polícia Civil e liberados depois de prestar depoimento. Os laudos sobre os ferimentos e sobre o artefato ainda são aguardados.

A sequência de ocorrências começou no dia 5 de agosto, quando uma adolescente foi ferida com golpes de arma branca durante uma confusão em frente a uma escola estadual no bairro Campos Elíseos. Ela teve ferimentos profundos no braço e suspeita de fratura.

Alerta aos pais

Durante a coletiva, o delegado Aroldo Chaude reforçou a importância de os pais e responsáveis acompanharem o comportamento dos adolescentes, principalmente em relação ao uso das redes sociais e aos grupos dos quais participam.

Segundo ele, as interações virtuais podem facilitar ofensas, ameaças e agressões verbais, já que os adolescentes não têm contato direto com a reação da outra pessoa. O delegado afirmou que os pais devem observar com quem os filhos conversam e quais conteúdos acessam.

Além das investigações policiais, o Ministério Público apura a responsabilidade da escola particular onde ocorreu o caso de esfaqueamento. A promotoria busca saber se a instituição havia sido informada sobre episódios de bullying e como o estudante teve acesso à faca.

A Polícia Civil ainda avalia se existe alguma relação entre os casos registrados ao longo do mês. Segundo o delegado, é cedo para afirmar que um episódio de violência tenha estimulado os demais, mas a exposição dos acontecimentos nas redes sociais pode ter algum impacto.

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