A Polícia Civil vai notificar novamente a mulher investigada por agredir uma adolescente com uma chave de fenda em Ribeirão Preto. Ela havia sido chamada para prestar depoimento na manhã desta quarta-feira (13), mas não compareceu e não apresentou justificativa.
O caso aconteceu no começo de agosto, na porta da escola Dom Alberto José Gonçalves, nos Campos Elíseos. A Polícia Civil acredita que a mulher também possa aparecer em outra imagem de câmera de segurança agredindo uma pessoa na mesma região.
Nova oitiva
Segundo o delegado responsável pela investigação, a identificação da mulher ainda precisa ser confirmada por evidências técnicas. O novo depoimento é considerado importante para esclarecer a participação dela e verificar se os dois episódios têm relação.
A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que ela seja a mesma pessoa registrada nas imagens. De acordo com o delegado, a mulher pode ter desencadeado posteriormente uma briga entre meninas, mas a polícia aguarda a oitiva para avançar na apuração.
A adolescente de 14 anos ficou com ferimentos no braço após ser atingida por uma chave de fenda. Segundo o boletim de ocorrência, uma médica informou à Polícia Militar que a vítima apresentava cinco ferimentos provocados por arma branca, alguns deles profundos. Ela precisou de atendimento médico-cirúrgico.
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Explosão na escola
Outro caso envolvendo estudantes também é investigado pela Polícia Civil em Ribeirão Preto. Um artefato explodiu no pátio de uma escola da zona sul durante o intervalo e deixou dois alunos feridos. Segundo a investigação, um adolescente colocou o objeto dentro de uma lata de refrigerante e o arremessou no pátio. Um dos estudantes teve ferimentos mais graves na coxa e precisou receber atendimento médico.
De acordo com o delegado Aroldo Chaud, a investigação aponta até o momento que a ação teria sido uma brincadeira irresponsável para chamar atenção, sem que o adolescente tivesse dimensão das consequências. Quatro pessoas são investigadas no caso.
Investigação
A Polícia Civil aguarda o laudo dos resíduos deixados pela explosão. Os envolvidos já foram ouvidos, mas novas oitivas ainda podem ser realizadas durante a investigação. O maior de idade que admite ter recebido e repassado o objeto é investigado criminalmente. Já a conduta do adolescente que teria lançado o dispositivo será analisada pela Vara da Infância e da Juventude.
A polícia também apura a responsabilidade de quem teria fornecido ou repassado o possível artefato explosivo ao adolescente. O delegado destacou que, tecnicamente, ainda não é possível classificar o objeto como uma bomba, e que essa definição dependerá da investigação e dos laudos. A Secretaria da Educação informou que os quatro alunos envolvidos foram suspensos e que está colaborando com as investigações da Polícia Civil.



