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Preço da carne sobe e churrasco fica mais caro para o consumidor

Cortes bovinos tiveram alta de até 12%; carne suína surge como alternativa mais econômica para quem quer economizar
Preço
Caio Niceas de Pexels / Canva

Quem costuma reunir amigos e família para um churrasco vai precisar preparar melhor o bolso. O preço da carne bovina subiu nos últimos meses e já impacta diretamente o custo das confraternizações, seja em encontros de fim de semana, jogos de futebol ou outras celebrações.

Entre os produtos que registraram alta, a alcatra teve aumento de quase 12%, seguida pelo contrafilé, com alta de 10%, e pela costela, que subiu 8%. A linguiça também ficou mais cara, com aumento de 2%. Entre as bebidas, o refrigerante e a água mineral tiveram alta de 4,38%, enquanto a cerveja subiu 4,1%, segundo análise baseada no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Carne bovina

Segundo o economista Ricardo Buzzi, o principal motivo para a alta da carne bovina está no ciclo da pecuária, que exige tempo para reposição do rebanho.

De acordo com ele, o problema começou em 2024, quando houve abate elevado de fêmeas, reduzindo a capacidade de reprodução do rebanho. Como um boi leva cerca de três anos para estar pronto para o abate, o reflexo é sentido agora, com menor oferta de animais no mercado.

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Além disso, o cenário é agravado pelo aumento das exportações brasileiras e pelo mercado de trabalho aquecido, que mantém a demanda por carne em alta.

Alternativas

Para quem quer economizar sem abrir mão do churrasco, a carne suína aparece como alternativa mais vantajosa. Cortes como pernil e outros derivados têm preços mais estáveis e podem substituir parte da carne bovina.

O economista explica que o ciclo produtivo do porco é muito mais curto, variando entre três e cinco meses, o que garante maior rapidez na reposição da oferta e evita escassez no mercado.

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Outro fator que contribuiu para a estabilidade dos preços foi a queda nos custos de produção, impulsionada pela redução nos preços do milho e do farelo de soja, usados na alimentação animal.

Bebidas

No caso das bebidas, o comportamento de preços foi diferente. Apesar da alta no refrigerante, a cerveja apresentou reajuste mais moderado, influenciado pelo aumento da concorrência entre marcas.

Segundo Buzzi, o mercado de refrigerantes ficou mais concentrado nas grandes marcas, o que favorece reajustes mais altos. Já no setor cervejeiro, o surgimento de novas marcas, inclusive opções populares, ampliou a competição e ajudou a conter aumentos mais expressivos.

Para os consumidores, a recomendação continua sendo pesquisar preços e avaliar substituições no cardápio para reduzir os impactos no orçamento.

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