Os consumidores que estão se preparando para as festas juninas deste ano podem encontrar preços mais atrativos nos supermercados. Uma pesquisa da Associação Paulista de Supermercados indica queda no valor de diversos produtos tradicionais da temporada, o que pode ajudar a reduzir os custos na hora de preparar comidas típicas.
O levantamento, baseado no Índice de Preços dos Supermercados (IPS), mostra que o açúcar lidera a redução, com queda acumulada de 13,88% nos últimos 12 meses. O item é um dos principais ingredientes de receitas como arroz doce, canjica, pé de moleque e cocada, bastante consumidas durante as quermesses e celebrações de São João.
Queda nos preços
Segundo o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a redução no preço do açúcar é resultado de uma combinação de fatores econômicos. Entre eles estão a boa safra de cana-de-açúcar e a valorização cambial observada neste ano.
De acordo com ele, o Brasil, por ser o maior produtor mundial de açúcar derivado da cana e um importante exportador, sente diretamente os efeitos da variação cambial. Quando o dólar entra em trajetória de queda, isso pode beneficiar o mercado interno e, consequentemente, o consumidor final.
Além do açúcar, outros produtos típicos das festas juninas também apresentaram redução, como frutas da estação, farinha de trigo, creme de leite e derivados de amendoim.
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Compras juninas
A pesquisa aponta que o consumidor pode economizar mais se mantiver o hábito de pesquisar preços e aproveitar promoções. Segundo Felipe Queiroz, o setor supermercadista vem se preparando há meses para atender à demanda típica do período.
A expectativa da APAS é de que não haja escassez de produtos, o que ajuda a evitar pressões adicionais sobre os preços. Com maior oferta nas prateleiras, a tendência é que o consumidor consiga montar uma cesta de produtos juninos com melhor custo-benefício.
Cenário econômico
A expectativa é de que os preços continuem estáveis no curto prazo, embora fatores externos ainda sejam monitorados com atenção. Entre eles estão o comportamento do câmbio, o preço do petróleo e possíveis impactos no comércio internacional.
A principal preocupação, segundo a APAS, está relacionada a fenômenos climáticos, como o El Niño, que podem afetar a produção agrícola no segundo semestre e influenciar os preços futuramente. Apesar disso, no cenário atual, a entidade não vê fatores estruturais que possam comprometer as compras para as festas juninas de 2026.



