A sequência de atropelamentos registrados nos últimos dias em Ribeirão Preto e na região reacendeu o debate sobre a segurança no trânsito. Entre os casos mais recentes está a morte de um adolescente de 15 anos, atropelado em Pradópolis por um motorista que confessou ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. A morte encefálica do jovem foi confirmada.
Também nesta semana, um ciclista de 79 anos morreu após ser atingido por um SUV em Sertãozinho, enquanto atravessava uma avenida. Em Ribeirão Preto, outro atropelamento resultou na morte de um homem no corredor exclusivo de ônibus da Avenida Presidente Vargas.
Apesar da gravidade dos casos, os números do Infosiga mostram redução nas mortes por acidentes de trânsito na região no primeiro semestre deste ano. Entre janeiro e junho, foram registradas 98 mortes, contra 111 no mesmo período do ano passado, uma queda de 11,7%. Na comparação entre os meses de junho, a redução foi de 16,7%, passando de 18 para 15 vítimas fatais.
Casos recentes
O atropelamento em Sertãozinho aconteceu quando o motorista de um SUV seguia pela avenida no sentido bairro-centro e, ao realizar um retorno à esquerda, atingiu o ciclista que trafegava no sentido contrário. A vítima caiu no asfalto e não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil, o motorista permaneceu no local, prestou socorro à vítima e compareceu espontaneamente à delegacia para registrar a ocorrência. Não houve indícios de embriaguez e o veículo estava com a documentação regular. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e será investigado para esclarecer a dinâmica do acidente.
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Educação viária
Para o especialista em trânsito Anderson Manzoli, a redução nos índices é positiva, mas ainda insuficiente diante do número de vítimas. Segundo ele, além de melhorias na infraestrutura viária, é necessário promover mudanças no comportamento de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
O especialista defende ainda que a educação para o trânsito seja trabalhada desde a infância. Segundo ele, ensinar noções de cidadania e respeito às normas de circulação pode contribuir para a formação de condutores mais conscientes e para a redução dos acidentes ao longo dos anos.
Celular e fiscalização
Outro ponto destacado por Manzoli é o uso do celular ao volante, considerado um dos principais fatores de distração no trânsito. Para ele, o aparelho deve permanecer guardado durante o deslocamento, permitindo que toda a atenção do motorista esteja voltada à condução do veículo.
O especialista também ressaltou a importância da fiscalização e do respeito aos limites de velocidade. Segundo ele, mesmo em locais onde a infraestrutura ou os equipamentos de fiscalização ainda são insuficientes, a responsabilidade individual continua sendo fundamental para evitar acidentes.
“É melhor chegar cinco minutos atrasado do que não chegar ou causar um acidente.”
Manzoli afirmou que a construção de um trânsito mais seguro depende da combinação entre educação, fiscalização, infraestrutura e, principalmente, de escolhas conscientes por parte de todos que utilizam as vias públicas.



