Ribeirão Preto vai ampliar o atendimento a crianças com doença falciforme que precisam de transplante de medula óssea. Atualmente, o Hospital das Clínicas conta com dois leitos pediátricos para esse tipo de procedimento, que também são utilizados por pacientes com leucemias e outras doenças onco-hematológicas.
A doença falciforme é hereditária e afeta o sangue. Em vez do formato normal, as hemácias podem assumir o formato de uma foice, dificultando a circulação e podendo provocar dores, anemia, infecções e até acidente vascular cerebral (AVC). Em alguns casos, o transplante de medula óssea pode ser uma forma de cura.
O Hemocentro de Ribeirão Preto acompanha cerca de 500 pacientes com a doença. Segundo a diretora técnico-científica da Fundação Hemocentro, Fabíula Traina, cerca de 30 pacientes já foram identificados como aptos ao transplante.
Novos leitos
A disponibilidade de leitos é atualmente um dos fatores que limitam a realização dos transplantes. A proposta é reformar uma área do HC Criança e criar uma unidade específica para os procedimentos em pacientes com doença falciforme.
Com a reforma, a capacidade deverá passar de dois para sete leitos. O ministro da Saúde, Alexandre Díha, esteve em Ribeirão Preto para a assinatura dos convênios e afirmou que a unidade terá foco em pacientes pediátricos com anemia falciforme.
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Segundo ele, a estrutura deverá funcionar como um centro de referência para o atendimento de pacientes com a doença no estado de São Paulo e também poderá contribuir para a formação de profissionais e o desenvolvimento de tecnologia.
A reforma vai receber cerca de R$ 180 mil. De acordo com Fabíula Traina, a expectativa é que a unidade comece a funcionar em menos de 12 meses após a liberação do recurso.
Mais transplantes
A expectativa é que o aumento no número de leitos permita avaliar e indicar mais pacientes para o transplante. Segundo Fabíula, a ampliação também deve contribuir para a formação de profissionais e para o aumento da segurança nos procedimentos.
Ela afirma que o avanço de tratamentos de suporte e a chegada de novos medicamentos também podem contribuir para melhorar os resultados e ampliar as indicações para o transplante.
Gestão do sangue
Outro convênio assinado envolve o Hemocentro de Ribeirão Preto. Serão cerca de R$ 2,78 milhões para levar a outras 14 instituições da hemorrede pública o sistema de gestão desenvolvido na cidade.
A ferramenta permite acompanhar o caminho do sangue desde o cadastro do doador, passando pela coleta, pelos exames e pelo armazenamento, até a distribuição e a transfusão.
A partir de 1º de outubro, pessoas com mais de 70 anos também poderão continuar doando sangue, desde que estejam em boas condições de saúde e tenham autorização médica. Quem fizer tatuagem em estabelecimento regularizado pela Vigilância Sanitária poderá voltar a doar após sete dias.
As mudanças ampliam o grupo de pessoas que pode doar sangue, mantendo os critérios de segurança.



