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‘Rolha’ ou ‘rosca’… será que a tampa do vinho faz diferença?

Muitos acham que o tipo de vedação pode alterar a qualidade da bebida, mas não é bem assim; especialista explica!
Diferença?
Muitos acham que o tipo de vedação pode alterar a qualidade da bebida, mas não é bem assim; especialista explica!

Muitos acham que o tipo de vedação pode alterar a qualidade da bebida, mas não é bem assim; especialista explica!

O uso das tampas de vinho, Diferença?, seja a tradicional rolha de cortiça ou as tampas de rosca, tem sido tema de debates no universo dos apreciadores da bebida. Muitas vezes, a escolha do vedante é associada à qualidade do vinho, mas essa relação nem sempre é direta ou definitiva.

Roberto Coelho, sommelier e consultor de vinhos, Diferença?, esclarece que a preferência por determinados tipos de vedantes está ligada a tradições, características do vinho e questões práticas de produção e consumo. Segundo ele, embora os vinhos mais tradicionais e de alta gama, como os da Borgonha ou os Barolos, utilizem rolhas naturais inteiras, isso não significa que vinhos com tampas de rosca ou rolhas sintéticas sejam inferiores.

Tradição e qualidade dos vedantes

As rolhas naturais são extraídas do sobreiro, Diferença?, uma árvore cuja casca é utilizada para vedar garrafas de vinho há séculos. Essa prática é comum em vinhos de longa guarda e alta qualidade, que muitas vezes alcançam preços elevados. No entanto, a disponibilidade limitada do sobreiro e o aumento global no consumo de vinho tornam inviável o uso exclusivo desse material para todas as garrafas produzidas.

Alternativas às rolhas naturais: Devido à escassez do sobreiro e à necessidade de atender a um mercado crescente, Diferença?, produtores têm adotado outras formas de vedação, como as rolhas sintéticas e as tampas de rosca, conhecidas como screw caps. Essas alternativas são especialmente comuns em vinhos jovens, destinados ao consumo rápido, que representam cerca de 95% da produção mundial.

Tendências globais no uso das tampas de vinho: Estima-se que aproximadamente 40% dos vinhos engarrafados atualmente utilizem tampas de rosca. Países como Austrália e Nova Zelândia adotam quase que integralmente esse tipo de vedação em suas produções. A África do Sul e os Estados Unidos também têm aumentado significativamente o uso de screw caps, Diferença?, acompanhando uma tendência mundial que valoriza a praticidade e a preservação da qualidade do vinho jovem.

Desmistificando preconceitos sobre vedantes: Roberto Coelho ressalta que muitos preconceitos em relação às tampas de rosca são fruto de desconhecimento. Ele destaca que a vedação não determina, Diferença?, por si só, a qualidade do vinho, mas sim o estilo, a produção e o propósito da bebida. O sommelier incentiva os consumidores a experimentarem vinhos com diferentes tipos de vedantes para ampliar suas experiências e apreciações.

Informações adicionais

As rolhas naturais proporcionam uma microoxigenação que pode ser benéfica para vinhos de longa guarda, enquanto as tampas de rosca garantem uma vedação hermética, preservando as características originais do vinho jovem. A escolha do vedante deve considerar o perfil do vinho, o tempo de armazenamento e o público-alvo.

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