Brasil estuda a produção da planta que deve passar por adaptações para ser cultivada em solo brasileiro
O cultivo do lúpulo no Brasil: desafios e avanços
Desafios da adaptação
O lúpulo não é nativo do Brasil, o que torna seu cultivo um desafio. Pesquisas científicas são cruciais para entender como adaptá-lo ao solo e clima brasileiros. Fazendas e instituições como a Ambev (com seu projeto na Silver Hoops) investem em tecnologia de ponta para superar esses obstáculos, buscando a tropicalização do cultivo.
Lúpulo na cerveja: amargor e aroma
O lúpulo contribui com o amargor e o aroma da cerveja. Existem diversos tipos, cada um com características únicas. Estilos como IPAs, especialmente as Imperial IPAs, exigem maior adição de lúpulo, resultando em cervejas mais amargas. A quantidade de alfa-ácidos determina o amargor, enquanto os beta-ácidos influenciam o aroma. Apesar da relação entre mais lúpulo e mais amargor, a complexidade dos sabores vai além dessa simples relação.
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De ervas a lúpulo: a história da cerveja
Antes do lúpulo, as cervejas utilizavam o grúit, uma mistura de ervas. A introdução do lúpulo na produção de cerveja é atribuída à monja Santa Hildegarda de Bingen. As cervejas inglesas, por um tempo, resistiram à adoção do lúpulo, preferindo o grúit em suas receitas. A evolução da cerveja demonstra a constante busca por novos sabores e técnicas de produção.
O cultivo do lúpulo no Brasil está em desenvolvimento, com pesquisas e investimentos impulsionando a produção nacional. A compreensão dos diferentes tipos de lúpulo e seu impacto no sabor da cerveja enriquece a experiência cervejeira, mostrando a diversidade de aromas e amargor que podem ser explorados. Para um final de semana mais ameno, a sugestão é uma Brauporter da Cervejaria Malteza, uma cerveja tostada ideal para harmonizar com temperaturas mais baixas.