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Sapateiros de Franca protestam em frente duas fábricas

Manifestação foi por causa do não recebimento dos salários e do 13°
protesto sapateiros Franca
Manifestação foi por causa do não recebimento dos salários e do 13°

Manifestação foi por causa do não recebimento dos salários e do 13°

O ano de 2023 já se mostra difícil para muitos trabalhadores brasileiros, e a situação se agrava para aqueles que não receberam o 13º salário. Em Franca, interior de São Paulo, dezenas de funcionários de duas fábricas de calçados enfrentam atrasos no pagamento de salários e da gratificação natalina, gerando revolta e incertezas.

Atraso em Pagamentos e Demissões

Em uma fábrica localizada no Jardim Paulistano, 80 funcionários foram demitidos em 30 de novembro, mas até o dia 9 de dezembro não haviam recebido seus acertos, incluindo o 13º salário. Após buscarem respostas no sindicato dos sapateiros sem sucesso, os trabalhadores foram até a fábrica para cobrar seus direitos. O gerente alegou desentendimentos entre os sócios como motivo para o atraso, sem previsão de pagamento. Henrique Coelho, um dos funcionários demitidos, expressou sua indignação: “A gente quer saber do nosso pagamento, do nosso acerto. Independente se os dois têm rixa alguma briga, isso eles que resolvam entre eles.”

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Situação Se Repete em Outra Empresa

Outro caso semelhante ocorreu em uma fábrica no distrito industrial de Franca. 70 funcionários dispensados também não receberam seus salários de novembro e a primeira parcela do 13º salário. Vinícius Paulino dos Santos, um dos afetados, relata a frustração após procurar a empresa sem sucesso: “Nós já está a receber a primeira parcela do 13º e o pagamento do dia 5 agora está tudo em atraso. O homem falou que não tem dinheiro para pagar nós e é uma coisa complicada que está acontecendo aqui na empresa.” Mesmo após um protesto em frente à fábrica, os funcionários receberam apenas a primeira parcela do 13º salário, sem previsão para o restante.

Ação Judicial e Luta pelos Direitos

Diante da situação, o sindicato dos sapateiros entrou com uma ação judicial, buscando a penhora dos bens das duas fábricas para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários. Sebastião Ronaldo de Oliveira, presidente do sindicato, afirma que estão “reunindo constantemente cobrando a responsabilidade, tanto do proprietário e tanto dos laranjas da empresa que a empresa está no nome deles, para fazer o acerto a recisão dos trabalhadores. E já estamos também ingressando na justiça de trabalho para pedir o arresto dos maquinários para que fique uma certa garantia para os trabalhadores que a empresa não possa efetuar a recisão dos trabalhadores.” A luta dos trabalhadores continua em busca de justiça e do recebimento do que lhes é devido.

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