Pesquisadores da Embrapa Hortaliças apontam estratégias para ajudar os produtores rurais a adaptar o cultivo de hortaliças aos efeitos do El Niño. O estudo analisou a vulnerabilidade de diferentes culturas a fenômenos como ondas de calor, chuvas volumosas e períodos prolongados de seca. A maioria das hortaliças se desenvolve melhor em temperaturas amenas, entre 18 e 25 graus Celsius. O calor excessivo aumenta a evaporação e a necessidade de irrigação, enquanto as chuvas intensas podem encharcar o solo, prejudicar as raízes e favorecer doenças.
A pesquisa identificou que tomate, pimentão e batata são sensíveis às temperaturas elevadas, que prejudicam o florescimento e a frutificação. Alface, coentro, couve e brócolis estão mais expostos aos efeitos do calor e da falta de água. Já cenoura, beterraba e batata-doce dependem da estabilidade hídrica para o desenvolvimento das raízes. Entre as recomendações estão monitorar as condições climáticas, adaptar o calendário de plantio, escolher variedades mais resistentes e investir no manejo integrado da água e do solo, além da proteção das lavouras contra temperaturas extremas e do controle preventivo de pragas e doenças.
As orientações também variam conforme a região do país. No Norte e no Nordeste, as recomendações priorizam a irrigação localizada e o controle da salinidade. No Sul, o foco está na prevenção de encharcamentos e doenças. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, as estratégias incluem o uso de sensores de umidade, telas anti-insetos e cultivo protegido. Ouça o Giro do Agro completo no áudio.