Os supermercados da região de Ribeirão Preto enfrentam dificuldades para preencher vagas de emprego, apesar do saldo positivo na geração de postos de trabalho. Entre janeiro e julho deste ano, o setor registrou um saldo de 407 empregos formais, mas ainda tem cerca de 2,7 mil vagas abertas, segundo Erlon Ortega, presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS).
De acordo com o levantamento de mercado de trabalho da entidade, elaborado com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a geração de empregos formais nos supermercados da região cresceu aproximadamente 19% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado.
A falta de mão de obra, segundo Ortega, prejudica tanto a operação diária dos estabelecimentos quanto os planos de expansão das lojas. A região reúne quase 2,5 mil supermercados e cerca de 52 mil pessoas empregadas diretamente no setor.
Falta de mão de obra
Para o presidente da APAS, a qualificação não é o principal obstáculo para o preenchimento das vagas. A entidade oferece cursos teóricos e práticos por meio da Escola APAS, em Ribeirão Preto, e há oportunidades que não exigem experiência ou qualificação prévia.
Ortega também afirma que o setor oferece salários compatíveis com os de outras atividades do comércio, além de benefícios como plano de saúde, plano de carreira, incentivos e cursos. Ele destaca que o trabalho em supermercados pode representar uma oportunidade de primeiro emprego e de desenvolvimento profissional.
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O presidente da entidade também aponta que a dificuldade de contratação não se restringe aos supermercados, mas atinge outros setores, como a indústria e o agronegócio.
Jornada de trabalho
Entre os fatores que, na avaliação de Ortega, podem ajudar a reduzir a falta de trabalhadores, estão mudanças na organização das jornadas. Ele defende maior flexibilidade para que funcionários e empresas possam negociar escalas conforme a disponibilidade de cada profissional, com remuneração proporcional ao período trabalhado e garantia dos direitos trabalhistas.
O dirigente afirma que parte dos jovens busca conciliar trabalho com estudos ou outras atividades profissionais. Ele também cita trabalhadores com mais de 50 anos, que representam mais de 10% da força de trabalho do setor e que poderiam se interessar por jornadas mais compactas.
Outro ponto levantado por Ortega é a possibilidade de aproximar programas sociais das oportunidades de emprego formal. Para ele, essa conexão poderia incentivar a entrada de trabalhadores no mercado com carteira assinada.
Oportunidades de crescimento
Além das vagas disponíveis, o setor oferece possibilidades de crescimento profissional. Segundo Ortega, funcionários podem começar em funções como empacotador e repositor e, com o tempo, chegar a cargos de liderança, como subgerente e gerente, ou atuar em áreas como compras e direção.
O presidente da APAS reforça que os interessados podem procurar a entidade em Ribeirão Preto para consultar o detalhamento das oportunidades disponíveis, incluindo funções e requisitos. A orientação é que mesmo quem não tem experiência considere as vagas, já que as empresas oferecem capacitação para o exercício das atividades.



