As urnas eletrônicas que serão utilizadas no segundo turno das eleições de 2026 começam a ser preparadas nesta quarta-feira (14) em todo o estado de São Paulo. A partir das 11h, as zonas eleitorais iniciam as cerimônias públicas para geração das mídias, instalação dos programas de votação, carga e lacração dos equipamentos para a votação de 25 de outubro.
O procedimento pode ser acompanhado por qualquer pessoa interessada, incluindo eleitores, candidatos, partidos políticos e entidades fiscalizadoras. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o analista judiciário Guilherme Terra Cárnio explicou que a cerimônia permite verificar a autenticidade dos programas instalados nas urnas eletrônicas.
Fiscalização pública
Segundo Cárnio, o objetivo é comprovar que os programas utilizados nas urnas são os mesmos desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assinados e lacrados digitalmente antes da votação. Caso os equipamentos recebam algum software diferente daquele produzido e validado pelo tribunal, eles não funcionam.
A cerimônia é aberta ao público nos cartórios eleitorais, inclusive em Ribeirão Preto. De acordo com o analista judiciário, há um controle de acesso para garantir as condições necessárias ao trabalho, que exige concentração e silêncio.
Apesar da possibilidade de acompanhar a preparação e receber explicações sobre o funcionamento do processo, Cárnio afirma que poucas pessoas costumam comparecer para fiscalizar os procedimentos presencialmente.
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Preparação das urnas
A primeira etapa é a geração das mídias, dispositivos semelhantes a pen drives nos quais são armazenados os programas de votação. Em seguida, ocorre a carga das urnas, quando os equipamentos recebem as informações necessárias para o segundo turno, como os candidatos que disputam a eleição, os eleitores de cada seção e os locais de votação.
Mesmo com a votação para apenas um cargo, o de presidente da República, os procedimentos seguem o mesmo protocolo do primeiro turno. Segundo Cárnio, a preparação mantém a mesma complexidade e duração, sem mudanças significativas na rotina dos cartórios.
Balanço do primeiro turno
Em Ribeirão Preto, aproximadamente 1.500 urnas eletrônicas são utilizadas efetivamente na votação, sem contar os equipamentos de contingência, mantidos como reserva para eventuais substituições.
De acordo com o analista judiciário, entre cinco e seis urnas apresentaram algum tipo de problema durante o primeiro turno em toda a cidade. Ele classificou o número como pequeno diante do total de equipamentos em funcionamento.
Para o segundo turno, a expectativa é que nenhuma urna apresente falhas. Caso algum problema seja identificado, porém, os cartórios eleitorais já contam com equipamentos de contingência preparados para substituir as máquinas e permitir a continuidade da votação.



