A suplementação de vitaminas e minerais na infância exige orientação profissional, já que uma criança pode consumir uma quantidade suficiente de alimentos e, ainda assim, apresentar uma dieta pobre em nutrientes importantes para o crescimento e o desenvolvimento. Seletividade alimentar, restrições na dieta e dificuldades de absorção estão entre os fatores que podem indicar a necessidade de suplementação.
A nutricionista funcional materno-infantil Camila Komatsu explica que deficiências nutricionais podem ser identificadas em diferentes fases da infância, inclusive por meio de exames. Segundo ela, a suplementação, quando indicada corretamente, pode fazer diferença no desenvolvimento da criança, mas deve estar associada a uma alimentação saudável, ao sono adequado para a idade e à prática de atividades físicas.
Deficiências nutricionais
A suplementação pode ser recomendada tanto para prevenir determinadas deficiências quanto para corrigir carências já identificadas. A decisão deve considerar as necessidades individuais de cada criança, levando em conta a alimentação, a fase de crescimento e as condições de saúde.
Nutrientes como ferro e vitaminas C e D podem fazer parte da avaliação em situações específicas. Isso, porém, não significa que todas as crianças precisem dos mesmos suplementos ou que o uso de doses maiores ofereça benefícios adicionais.
Formulações infantis
Além da indicação e da quantidade, a forma de apresentação dos suplementos também merece atenção, principalmente quando a criança tem dificuldade para ingerir comprimidos ou resistência a determinados sabores e texturas.
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O farmacêutico Gustavo Cadurim destaca que as formulações destinadas ao público infantil devem priorizar a qualidade, a segurança e a seleção criteriosa dos ingredientes. Segundo ele, é importante optar por composições mais enxutas, sem componentes desnecessários, considerando que cada ingrediente precisa ser avaliado com cuidado.
Orientação profissional
Antes de oferecer vitaminas ou minerais às crianças por conta própria, a recomendação é procurar um pediatra ou outro profissional habilitado. A avaliação individual permite identificar possíveis deficiências e verificar se a suplementação é realmente necessária, além de orientar a escolha do produto e a quantidade adequada.



