Polícia Federal não realiza o serviço há mais de dez dias, alegando falta de dinheiro, e não há previsão para retomada
Passaportes paralisados: férias adiadas e direitos ameaçados
Há mais de dez dias, a Polícia Federal suspendeu a emissão de passaportes alegando falta de recursos financeiros. Sem previsão para a normalização do serviço, milhares de brasileiros têm seus planos de viagem ao exterior comprometidos. A incerteza afeta não só turistas, mas também aqueles que já haviam solicitado o documento antes da paralisação.
O impacto na população: adiamento de viagens e prejuízos financeiros
O advogado Luiz Claudio Pique, por exemplo, com passagens aéreas compradas para uma viagem em família, enfrenta a angústia de não saber se conseguirá viajar. Ele questiona a situação, afirmando que seu direito constitucional de locomoção está sendo violado. A contribuição para as taxas do passaporte sem a emissão do documento agrava ainda mais a situação. Para tentar minimizar os impactos, agências de turismo têm se adaptado, oferecendo alternativas e buscando reduzir prejuízos.
Adaptação do mercado turístico: foco em destinos nacionais e novas políticas
Natalia Lima, agente de viagens, relata a necessidade de investir em destinos nacionais, principalmente na América do Sul, que não exigem passaporte. A política de compra de pacotes também foi alterada: clientes que não conseguirem o passaporte e precisarem cancelar suas viagens estão sujeitos a multas contratuais e das companhias aéreas. Cristiano Mendonça, dono de outra agência, reforça a estratégia de apostar em promoções nacionais como forma de mitigar os efeitos da paralisação na Polícia Federal.
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A paralisação na emissão de passaportes pela Polícia Federal gera inúmeros transtornos para a população, afetando o direito de ir e vir e causando prejuízos financeiros. A falta de previsão para a retomada do serviço aumenta a incerteza e a preocupação de quem planeja viajar para o exterior.



