O tempo seco e a baixa umidade do ar podem agravar problemas respiratórios, especialmente em pessoas que já têm condições como asma, bronquite e alergias. Ribeirão Preto e cidades da região registraram índices de umidade de até 12% no fim de semana.
Segundo o pneumologista Luiz Renato Alves, o ar muito seco também favorece a permanência de materiais particulados, poluentes ambientais e microrganismos por mais tempo no ambiente, o que pode aumentar os sintomas respiratórios. Entre as principais recomendações estão manter a hidratação regular e lavar as mucosas, especialmente o nariz.
Cuidados
Para quem trabalha ou pratica atividades ao ar livre, o médico orienta atenção especial à hidratação e aos horários de exposição. Motoristas, motociclistas e outros profissionais que passam muito tempo na rua devem fazer pausas para beber água regularmente.
A orientação também vale para crianças e idosos, que muitas vezes não percebem ou não comunicam que estão com sede. Segundo o pneumologista, esses grupos podem sofrer desidratação durante períodos de calor e baixa umidade, por isso é importante que familiares e cuidadores ofereçam líquidos de forma frequente.
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Pessoas que já possuem doenças respiratórias também devem manter o tratamento regular. O período de estiagem pode favorecer a piora dos sintomas e aumentar a ocorrência de crises.
Atividade física
A recomendação é evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 17h, quando o sol e o calor estão mais fortes e a umidade relativa do ar tende a ser menor. Os períodos antes das 10h e depois das 17h são considerados mais adequados para a prática.
Durante o exercício, a demanda respiratória aumenta e, consequentemente, a pessoa respira uma quantidade maior de ar seco. Isso pode provocar a desidratação das mucosas e contribuir para crises de asma, tosse e sangramento nasal.
Quem for realizar atividades ao ar livre também deve levar água e procurar manter a hidratação durante todo o período. Mesmo em passeios e atividades de lazer com a família, a recomendação é não descuidar do consumo de líquidos.
Prevenção
O pneumologista também alerta para a automedicação. Sintomas como tosse, coriza, febre e falta de ar podem aparecer em diferentes condições respiratórias, incluindo quadros alérgicos, infecções virais e bacterianas. Por isso, a orientação é procurar atendimento médico para identificar corretamente a causa dos sintomas.
A vacinação contra a influenza também foi destacada como uma forma importante de prevenção contra formas graves da doença. Segundo o médico, a recomendação é especialmente importante para crianças com menos de seis anos e idosos acima de 60 anos, considerados grupos de risco.
O especialista também não recomenda o uso rotineiro de nebulização apenas com soro fisiológico. Segundo ele, dependendo da situação, o procedimento pode irritar ainda mais as vias aéreas. Para enfrentar o período de baixa umidade, as principais medidas são a hidratação regular e a lavagem nasal com soro fisiológico.



