O Governo de São Paulo anunciou a criação do Espaço Lilás em unidades da Polícia Militar para ampliar o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Ribeirão Preto está entre as cidades que receberão a nova estrutura.
A iniciativa faz parte do programa SP Por Todas e tem como objetivo fortalecer o acolhimento humanizado, aproximar as vítimas da rede de proteção e estimular a autonomia financeira e profissional das mulheres. Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, a advogada especialista em direito das mulheres, Najla Ferraz, afirmou que ações como essa representam um reconhecimento do aumento dos casos de violência doméstica e feminicídio no estado.
Atendimento humanizado
Segundo a advogada, o Espaço Lilás surge como uma importante política pública voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. Ela destacou que a Polícia Militar costuma ser o primeiro contato das vítimas durante situações de agressão.
A especialista afirmou que a capacitação dos profissionais e o atendimento humanizado são fundamentais para aumentar a confiança das mulheres nas instituições de segurança pública. Ela também ressaltou que a Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em agosto, já previa a criação de políticas públicas específicas para prevenção e combate à violência doméstica.
Durante a entrevista, Dra. Anila destacou que os casos de feminicídio e violência de gênero continuam crescendo no país, o que evidencia a necessidade de ampliação das ações de proteção às mulheres. Segundo ela, embora a população conheça a Lei Maria da Penha, ainda existem dificuldades relacionadas ao acesso a atendimento especializado e à efetividade da rede de acolhimento. A advogada afirmou que medidas como o Espaço Lilás ajudam a demonstrar que o poder público passou a reconhecer a gravidade do problema e a necessidade de enfrentamento contínuo da violência doméstica.
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Mudança cultural
A especialista também defendeu que o combate à violência contra a mulher depende de uma mudança cultural ampla na sociedade. Segundo ela, o enfrentamento do machismo e da violência de gênero precisa ocorrer a médio e longo prazo.
Dra. Anila Ferraz afirmou que o fortalecimento de políticas públicas e a presença de mulheres em posições de liderança ajudam a impulsionar novas ações voltadas à proteção feminina. Ela destacou ainda que o aumento dos pedidos de medidas protetivas e dos casos de feminicídio reforça a necessidade de prioridade permanente para políticas de segurança e acolhimento das vítimas.



