Dois terremotos de grande magnitude atingiram a Venezuela e deixaram mais de 160 mortos e cerca de mil feridos, segundo autoridades locais. Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, atingiram a capital Caracas e regiões próximas, provocando desabamentos de prédios, destruição de casas e danos estruturais em diversas áreas.
A tragédia também mobiliza famílias que vivem fora do país, incluindo moradores em Ribeirão Preto que mantêm parentes nas regiões atingidas. Relatos apontam destruição de imóveis, queda de objetos e rachaduras em estruturas, além de forte abalo emocional entre os sobreviventes.
Destruição
Uma das áreas afetadas é Lomas de La Trinidad, no município de Baruta, sudeste de Caracas, onde uma residência de família sofreu danos estruturais após os tremores.
De acordo com relatos, móveis foram derrubados, louças e objetos quebraram e houve rachaduras em pisos e paredes. Apesar dos danos, o imóvel não desabou como outros edifícios na região.
Em algumas áreas da capital venezuelana, prédios vieram abaixo e há registro de desaparecidos, segundo informações repassadas por autoridades locais.
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Medo
Uma brasileira que vive em Ribeirão Preto relatou a apreensão vivida pela família na Venezuela durante os tremores. Segundo ela, havia cinco pessoas na residência no momento dos abalos, incluindo crianças.
Os familiares conseguiram deixar o imóvel rapidamente e não sofreram ferimentos, mas relataram forte sensação de medo e dificuldade para se locomover durante o terremoto. Após os dois principais tremores, a região passou a registrar réplicas, o que aumentou a insegurança entre moradores, que aguardam vistoria da Defesa Civil para avaliar as condições das residências.
Segundo os relatos, os tremores foram percebidos inicialmente como eventos de baixa intensidade, comuns na região, o que atrasou a percepção da gravidade da situação. A dimensão da tragédia só ficou clara após a circulação de imagens de prédios destruídos e o aumento do número de vítimas confirmado pelas autoridades. Moradores também relatam falta de instruções formais sobre como agir em casos de terremoto, o que aumenta o pânico durante os episódios sísmicos.
Abalos
Os terremotos são considerados os mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século. O epicentro foi identificado próximo à cidade de Morón, no estado de Carabobo, a cerca de 13 km de profundidade.
Os abalos também foram sentidos em cidades brasileiras da região Norte, como Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá, segundo registros de monitoramento sísmico. Apesar da percepção em outros países, não há registro de vítimas no Brasil relacionadas aos tremores.



