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TJ-SP analisa recursos de mãe e filho acusados da morte de professora em Ribeirão Preto

Defesas de Elizabeth Arrabaça e Luís Antônio Garnica tentam impedir que os dois sejam levados a júri popular pela morte de Larissa Rodrigues
morte
Arquivo pessoal

Três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo analisam nesta quinta-feira os recursos apresentados pelas defesas de Elizabeth Arrabaça e Luís Antônio Garnica, acusados de participação na morte da professora de Pilates Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto. Os dois foram pronunciados pela Justiça de Ribeirão Preto em novembro do ano passado e, com isso, a decisão determinou que fossem levados a júri popular.

As defesas recorreram e tentam impedir que mãe e filho sejam submetidos ao Tribunal do Júri. Caso os pedidos sejam rejeitados, a decisão da Justiça de Ribeirão Preto será mantida e os dois continuarão no caminho do júri popular, que ainda não tem data marcada.

Recursos

A defesa de Elizabeth Arrabaça afirma que as provas são frágeis. Um dos pontos questionados são os registros de entrada e saída do prédio onde Larissa morava e onde morreu, em março de 2025. Segundo o advogado, os registros não permitem afirmar que Elizabeth foi a única pessoa que esteve no local.

Já a defesa de Luís Antônio Garnica questiona a forma como parte das provas foi obtida. O advogado afirma que computadores e celulares do médico foram apreendidos com base em um mandado que, segundo a defesa, não seria válido. Por isso, pede que essas provas sejam anuladas.

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Há ainda uma diferença entre as versões apresentadas pelas defesas. Elizabeth nega participação na morte de Larissa, mas não aponta um responsável. Já a defesa de Luís Antônio sustenta que ele não matou Larissa e aponta a própria mãe dele como responsável pelo crime. O advogado também afirma que Luís não teria motivação para matar a esposa.

Ministério Público

O Ministério Público defende a manutenção da decisão que levou os dois ao caminho do júri popular. O promotor Marcos Túlio Nicolino discorda dos argumentos apresentados pelas defesas e cita, entre outros pontos, os registros do prédio e o comportamento de Luís Antônio após a morte de Larissa.

Segundo o promotor, Elizabeth teria afirmado que entrou no apartamento por volta das 21h e saiu entre meia-noite e 1h. De acordo com ele, essa movimentação está documentada nos registros do edifício. Em relação a Luís, o Ministério Público aponta interesses patrimoniais e sentimentais e afirma que ele procurou o gerente do banco após a morte de Larissa para tratar de questões financeiras.

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A acusação sustenta que existem elementos que justificam a manutenção da pronúncia dos dois e afirma que o crime teria motivações financeiras e envolvimento emocional.

Dois processos

A morte de Larissa aconteceu em março de 2025. Desde então, o caso passou por investigação da Polícia Civil, denúncia do Ministério Público e, em novembro, pela decisão da Justiça de Ribeirão Preto de levar os dois a júri popular.

Elizabeth também é ré em outro caso. Nesta semana, a Justiça de Pontal decidiu pela pronúncia dela pela morte da filha, Natália Garnica, que morreu cerca de 40 dias antes de Larissa. Segundo a investigação citada no processo, a morte também envolveu envenenamento por chumbinho.

Se as decisões forem mantidas, Elizabeth poderá responder a dois júris populares, um pela morte de Larissa Rodrigues e outro pela morte de Natália Garnica. No caso de Larissa, os desembargadores do TJ-SP analisam os recursos das defesas. Se os pedidos forem rejeitados, Elizabeth e Luís Antônio seguem para o Tribunal do Júri, que ainda não tem data definida.

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