O uso da inteligência artificial na gestão de condomínios, especialmente na elaboração de atas de assembleias, foi o tema da coluna Condomínio Legal. O especialista Márcio Spimpolo explicou que ferramentas de IA podem agilizar a transcrição e a organização das informações, mas não substituem a análise humana, já que a ata possui valor jurídico e deve refletir fielmente as decisões tomadas pelos condôminos.
Durante a coluna, também foram destacados os cuidados necessários com a proteção de dados pessoais. Segundo o especialista, ao utilizar plataformas de inteligência artificial para processar gravações de assembleias, o condomínio deve observar onde as informações serão armazenadas, garantir conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e informar os moradores sobre o tratamento desses dados. Além disso, a responsabilidade pelo conteúdo da ata permanece com o presidente e o secretário que assinam o documento.
A coluna ainda abordou a possibilidade de participação e votação eletrônica em assembleias. De acordo com o especialista, esse formato é permitido, desde que seja previamente regulamentado pelo condomínio por meio de deliberação específica, definindo as regras para o uso de ferramentas digitais.
Ouça a íntegra da coluna Condomínio Legal.