As vendas no comércio de Ribeirão Preto cresceram 0,2% no primeiro semestre deste ano, segundo levantamento acompanhado pelo Centro de Pesquisas do Varejo, mantido pelo Sincovarp e pela CDL Ribeirão. O resultado ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando o crescimento foi de 0,9%.
Em entrevista à CBN, o economista Diego Gali Alberto, do Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto, afirmou que o resultado já era esperado diante do cenário econômico. Segundo ele, dificuldades de crédito, juros altos, inflação e inadimplência reduziram o poder de compra de empresas e consumidores e contribuíram para a desaceleração do mercado.
Cenário econômico
De acordo com o economista, uma melhora nos indicadores dependeria de maior estabilidade e de medidas relacionadas aos gastos públicos. Na avaliação apresentada durante a entrevista, a pressão inflacionária, somada à inadimplência e às taxas de juros elevadas, reduz a capacidade de consumo da população.
Esse cenário também afeta a geração de empregos no varejo. Segundo Gali Alberto, com uma entrada de caixa mais negativa, empresas podem precisar reduzir custos, e o corte de pessoal acaba sendo uma alternativa para ajustar as reservas de capital. Ele destacou que, no primeiro semestre, houve queda de empregos no varejo, enquanto os aumentos de vagas foram registrados principalmente na indústria e nos serviços.
Adaptação do varejo
Para enfrentar o cenário, o economista afirma que os lojistas precisam se adaptar cada vez mais às necessidades dos consumidores e aproveitar datas importantes para o comércio, como o Dia do Consumidor.
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Outro ponto destacado é a presença no ambiente digital. Segundo Gali Alberto, os comerciantes que permanecem apenas nos pontos físicos podem perder espaço para a concorrência. Ele também citou a necessidade de atenção ao capital de giro, busca por novos investimentos e adaptação às mudanças no mercado.
Segundo semestre
Apesar do resultado considerado tímido na primeira metade do ano, o segundo semestre concentra datas que tradicionalmente movimentam o comércio, como o Dia das Crianças, a Black Friday e o Natal.
O economista considera que o período pode apresentar resultados melhores justamente por causa dessas datas. Segundo ele, o desempenho das vendas no segundo semestre pode contribuir para reverter ou reduzir os efeitos do resultado registrado nos primeiros seis meses e permitir que os lojistas encerrem o ano com resultado positivo.



