Ouça a coluna ‘Cerveja de Conteúdo’ com Carlos Braghin
Neste sábado, conversamos com Carlos Braguim, sommelier, sobre cervejas extremas e o impacto das restrições impostas aos bares.
Cenário dos Bares e Impactos das Restrições
A proibição de atendimento presencial em bares, a partir da próxima segunda-feira, preocupa o setor. Braguim destaca a incerteza como um fator prejudicial, pois os bares precisam se planejar e comprar estoques com produtos perecíveis. Essa falta de previsibilidade gera impactos significativos no setor.
Cervejas Extremas: Além do Teor Alcoólico
Quando se fala em cervejas extremas, a primeira ideia é o alto teor alcoólico. No entanto, o conceito engloba outras características. O IBU (International Bitterness Units), que mede o amargor, é um fator determinante. Cervejas com IBUs acima de 100, por exemplo, são consideradas extremas, assim como cervejas com acidez (pH) extremamente baixa. Além disso, cervejas com graduação alcoólica muito alta também se encaixam na categoria. A busca por cervejas com alto teor alcoólico começou com um processo de congelamento acidental, que separava a água do álcool, resultando em bebidas com alta concentração alcoólica. Hoje, existem cervejas com até 70% de graduação alcoólica, embora sejam raras e caras.
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Recomendações e Considerações Finais
As cervejas extremamente alcoólicas são difíceis de encontrar, devido à baixa produção. Como alternativa, Braguim sugere cervejas com alto IBU, como a Mil e Um da Cervejaria Invicta. Ele também menciona o alto custo de algumas cervejas, como a Antarctic Ice, vendida por US$ 800 em leilão. A variedade de características extremas, seja no amargor, acidez ou teor alcoólico, torna a experiência da degustação dessas cervejas única e memorável. O importante é sempre consumir com moderação.