Você sabia que o pão e a cerveja são como ‘irmãos’?
A relação ancestral entre pão e cerveja é um tema fascinante que nos transporta para as origens da civilização. Longe de ser apenas uma harmonização de sabores, a conexão entre esses dois elementos é profunda e enraizada na história da humanidade.
Irmãos de Cereal: Uma Origem Compartilhada
A história do pão e da cerveja remonta à Mesopotâmia, há cerca de 6.000 a 3.000 anos a.C., com os sumérios e babilônios. O cultivo da cevada e do trigo era central para a sobrevivência desses povos, e desses grãos nasceram dois produtos essenciais: o pão, em sua forma sólida, e a cerveja, como um pão líquido. A fermentação, um processo mágico, era a chave para transformar o cereal em algo vivo e nutritivo.
Deuses e Oferendas: Uma Conexão Espiritual
Na Suméria, a cerveja era personificada pela deusa Ninkasi, filha da deusa mãe Ninhursag. Os sumérios até criaram hinos em louvor a Ninkasi, que, ao serem traduzidos, revelaram-se receitas de cerveja. Pedaços de pão, feitos de cevada e tâmara, eram utilizados na produção de cerveja para auxiliar na fermentação. Tanto o pão quanto a cerveja eram considerados oferendas aos deuses, simbolizando a conexão espiritual entre o homem e o divino.
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No Egito Antigo, o pão e a cerveja eram considerados um ofício sagrado, com inscrições em templos afirmando que “o pão alimenta o corpo, a cerveja alegra o coração”. Atualmente, o movimento artesanal tem resgatado essa relação ancestral, com cervejarias utilizando pão artesanal e reaproveitando o bagaço do malte para fazer pão de malte. Padarias de fermentação natural valorizam o tempo, a fermentação viva e a microbiologia, celebrando o vivo e o artesanal.
A história do pão e da cerveja é uma jornada através do tempo, revelando a importância desses alimentos na cultura, na religião e na vida cotidiana de diferentes civilizações.