A Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto) iniciou um movimento para enfrentar um desafio recorrente na cidade: o descarte de resíduos orgânicos. Em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e o Comsean (Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional), a entidade pretende implantar ainda neste semestre um projeto piloto de compostagem.
A proposta envolve principalmente restaurantes de Ribeirão Preto, que passam a separar restos orgânicos para coleta e reaproveitamento. O material será encaminhado para um sistema de compostagem e transformado em adubo e insumos para uso agrícola.
“É um problema muito sério. O lixo orgânico é o que traz mais transtorno, é o que traz o cheiro, é o que traz uma série de transtornos mesmo pra população”, afirmou o empresário Paulo Laimgruber, superintendente da Distrital Centro da Acirp.
Compostagem
O projeto prevê a criação de uma rotina de coleta de resíduos orgânicos nos restaurantes participantes. O material será armazenado em recipientes específicos e recolhido periodicamente para processamento.
Segundo Laimgruber, os resíduos podem permanecer nos estabelecimentos por alguns dias sem causar odor ou atrair insetos, graças ao uso de materiais que ajudam a controlar cheiro e presença de insetos durante o armazenamento. “Isso pode ficar até uma semana no restaurante. Depois é passado recolhendo e isso vai ser reaproveitado”, disse.
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A iniciativa se inspira em uma experiência já desenvolvida em Orlândia (SP), que serviu como referência para estruturar o modelo em Ribeirão Preto. Um biólogo responsável pelo projeto naquela cidade também participa da orientação técnica da iniciativa.
Participação
Nesta primeira fase, o foco é reunir estabelecimentos suficientes para garantir a quantidade mínima de resíduos necessária para viabilizar o projeto. Inicialmente, a organização responsável pela compostagem estimou a necessidade de cerca de 300 quilos semanais de material orgânico.
De acordo com Laimgruber, o volume necessário já foi superado nas primeiras conversas com interessados. “Estamos sendo procurados além de restaurantes, outras associações, entidades que querem colaborar”, afirmou.
O projeto também prevê a participação de uma organização social responsável pelo processamento e pela comercialização do adubo produzido, criando um ciclo de reaproveitamento e colaboração social. A expectativa é que, após a fase piloto, a iniciativa possa ser ampliada para outros setores e estabelecimentos da cidade.



