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Agro enfrenta desafios com custos de produção, clima e crédito após eleição presidencial

No EPA Agro, especialistas analisam os impactos do resultado das eleições para o setor, enquanto o programa aborda preços de alimentos, previsão de chuvas, produção de arroz e novas tecnologias
Agro
Tom Fisk de Pexels/Canva

O EP Agro deste sábado (31) destacou as oscilações nos preços de frutas e hortaliças, os desafios da produção de arroz e os impactos das condições climáticas no campo. Levantamento da Conab apontou queda de 16% no preço da cenoura no atacado em setembro, enquanto o tomate subiu quase 49%, a batata 32% e a cebola 29%. As chuvas prejudicaram a colheita de algumas hortaliças e afetaram a qualidade de parte das raízes de cenoura. O programa também abordou o Dia Internacional do Arroz e a previsão de produção brasileira de 10,8 milhões de toneladas na safra 2026/2027, volume 2,9% inferior ao ciclo anterior. Em entrevista, a nutricionista Gabriela Oliveira explicou os benefícios do alimento e destacou a combinação entre arroz e feijão na alimentação.

Na previsão do tempo, o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos alertou para a possibilidade de temporais e queda de granizo em novembro nas regiões de Campinas e Ribeirão Preto. Segundo ele, a passagem frequente de frentes frias deve manter o cenário de chuvas intensas, exigindo atenção dos produtores para planejar colheitas, plantios e tratos culturais nos intervalos de estiagem. O programa também destacou o crescimento de 6,6% nas exportações brasileiras de frutas e hortaliças entre janeiro e setembro de 2026, com volume de 90 mil toneladas. Outro assunto foi uma pesquisa da Embrapa em parceria com a Sabesp, que desenvolve uma tecnologia para transformar lodo de estações de tratamento de água em matéria-prima para fertilizantes de liberação lenta.

Na análise do cenário político e econômico, o especialista em agronegócio José Carlos de Lima Júnior avaliou os desafios do setor com a reeleição do presidente Lula. Ele apontou a tendência de manutenção do crédito em patamares elevados, possíveis impactos do preço dos combustíveis nos custos de produção e dificuldades de governabilidade diante da divisão política entre Executivo e Congresso. Também comparou as propostas dos candidatos para o endividamento rural e destacou que os planos de governo não detalharam como as medidas seriam financiadas. Apesar das preocupações, Lima Júnior avalia que o agronegócio ainda tem perspectivas positivas para 2027, especialmente diante da possibilidade de valorização das commodities, embora o setor precise lidar com custos elevados e um cenário internacional desafiador.

Ouça o áudio completo do EP Agro.

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