A alta do preço do petróleo e do frete internacional, somada à defasagem no preço do diesel, pode aumentar a pressão sobre os custos no agronegócio. Segundo José Carlos de Lima Júnior, o cenário também é influenciado pelo encarecimento dos fertilizantes e pelos riscos climáticos, fatores que podem reduzir a oferta de alimentos.
O analista destaca que os efeitos ainda não foram totalmente repassados ao consumidor brasileiro. Entre os produtos que podem sentir essa pressão está o trigo, cuja oferta pode ser menor no Brasil, com impactos sobre itens como farinha, macarrão e pão. A carne bovina também pode ficar mais cara, já que o preço do boi vem subindo no mercado futuro e o repasse ao consumidor ainda não ocorreu.
Para José Carlos, a combinação entre menor disponibilidade de nutrientes, aumento do custo do diesel e condições climáticas pode elevar os preços dos alimentos a partir do fim de 2026 e início de 2027. Ele também avalia que o custo do combustível atualmente represado tende a ser repassado posteriormente, aumentando a pressão sobre os consumidores.
Ouça a coluna CBN Agronegócio com José Carlos de Lima Júnior e confira a análise sobre os impactos do frete internacional, do diesel, dos fertilizantes e do clima nos preços dos alimentos.