A alta nos preços dos combustíveis tem impactado diretamente o bolso dos consumidores em Ribeirão Preto. Desde o início dos conflitos no Oriente Médio, a gasolina registrou aumento médio de até 60 centavos, enquanto o diesel já apresenta valores superiores à média nacional em diversos postos da cidade.
O cenário preocupa autoridades e consumidores, já que o encarecimento dos combustíveis provoca efeito em cadeia, elevando o custo do frete e pressionando os preços de produtos essenciais, contribuindo para o avanço da inflação. Diante desse cenário, o Procon de Ribeirão Preto intensificou o monitoramento dos preços praticados nos postos. A ação segue orientação do Procon São Paulo e envolve o levantamento detalhado dos valores cobrados em toda a cidade.
Neste primeiro momento, as equipes realizam a coleta de dados para identificar a variação dos preços e avaliar se há indícios de abusividade. A partir desse levantamento, será iniciada uma nova etapa de fiscalização, com análise de notas fiscais e custos de aquisição dos combustíveis. O objetivo é identificar possíveis práticas oportunistas, especialmente em casos em que o estabelecimento repassa aumentos sem justificativa, mesmo tendo adquirido o produto por valores inferiores. Segundo o Procon, o preço dos combustíveis é livre, mas aumentos sem justificativa podem configurar infração ao Código de Defesa do Consumidor. A fiscalização vai se concentrar principalmente nos postos com valores mais elevados.
A análise inclui a verificação de documentos fiscais para entender se o aumento acompanha o custo real ou se há vantagem excessiva sobre o consumidor. Caso sejam constatadas irregularidades, os estabelecimentos podem ser penalizados. O órgão também reforça que a população deve solicitar a nota fiscal no momento do abastecimento, o que pode servir como prova em eventuais denúncias e até garantir a devolução de valores cobrados indevidamente.
Denúncias e impacto
Até o momento, o Procon registrou cerca de 14 a 15 denúncias relacionadas aos preços dos combustíveis em Ribeirão Preto, número considerado baixo diante do cenário de alta.
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As reclamações podem ser feitas por meio de canais como WhatsApp, telefone e site oficial, sendo fundamentais para direcionar as ações de fiscalização na cidade.
Além dos combustíveis, o órgão também alerta para o impacto indireto nos preços de produtos, já que o aumento do diesel encarece o transporte e pode gerar reajustes no varejo, ampliando o impacto no custo de vida da população.



