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Arnaldo Jardim defende cooperativismo e cobra proteção ao setor na reforma tributária

Deputado participou da Coopercitrus Expo 2026, destacou o crescimento da cooperativa e afirmou que mudanças tributárias não podem prejudicar o cooperativismo
Arnaldo Jardim
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O deputado federal Arnaldo Jardim participou da abertura da Coopercitrus Expo 2026, em Bebedouro, e destacou a importância do cooperativismo para o agronegócio brasileiro. Durante entrevista à CBN Ribeirão, ele afirmou que o crescimento da Coopercitrus e a dimensão da feira demonstram a força do modelo cooperativista no país.

Presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), Jardim disse que o evento reúne empresas, produtores e debates relevantes para o setor. Segundo ele, a feira também evidencia o papel das cooperativas na disseminação de inovação, tecnologia e crédito para o campo.

Reforma tributária

Arnaldo Jardim afirmou que um dos principais desafios do cooperativismo atualmente é a regulamentação da reforma tributária. Segundo ele, a Frencoop mantém diálogo com o governo federal por considerar que a proposta apresentada pode representar ameaças ao setor.

De acordo com o deputado, o objetivo é garantir que o cooperativismo tenha um tratamento adequado na nova legislação tributária, preservando a atuação das cooperativas em diferentes segmentos da economia.

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Ele ressaltou que, embora existam cooperativas nas áreas de saúde, educação, trabalho e habitação, os ramos do agronegócio e do crédito têm papel de destaque e podem ser diretamente impactados pelas mudanças.

Papel da Coopercitrus

Durante a entrevista, Jardim destacou a expansão da Coopercitrus, que atualmente atua em cinco estados brasileiros. Segundo ele, a cooperativa deixou de atuar apenas na citricultura e hoje também está presente nas cadeias do café e da cana-de-açúcar.

O parlamentar afirmou que, além da realização da feira, a cooperativa tem papel importante na difusão de novos cultivares, equipamentos e tecnologias para os produtores rurais. Também citou a atuação da Credicitrus e da Cooperfam como exemplos da integração entre diferentes ramos do cooperativismo.

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Endividamento rural

Arnaldo Jardim também abordou as negociações conduzidas pela Frente Parlamentar da Agropecuária com o governo federal sobre o endividamento dos produtores rurais. Segundo ele, fatores como problemas climáticos, queda nos preços de produtos agrícolas e o elevado custo do crédito contribuíram para a situação enfrentada pelo setor.

O deputado afirmou que o objetivo das negociações não é conceder perdão das dívidas, mas criar condições para que os produtores continuem investindo e produzindo. Na avaliação dele, a manutenção da atividade agropecuária contribui para a geração de empregos e para o controle da inflação dos alimentos.

Por fim, Jardim disse que, após o encerramento das negociações, o trabalho da Frente Parlamentar agora é acompanhar a implementação das medidas acordadas para garantir que elas sejam efetivamente aplicadas ao setor.

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