O câncer de pele segue como o tipo mais comum no Brasil e apresenta avanço nas estimativas mais recentes. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam a previsão de mais de 263 mil novos casos anuais de tumores não melanoma e cerca de 9 mil de melanoma no triênio 2026-2028.
O cenário reforça a importância da prevenção, especialmente em períodos de calor intenso e alta exposição ao sol, como os registrados recentemente. Especialistas alertam que o risco está diretamente ligado ao acúmulo de exposição solar ao longo da vida.
Tipos câncer
O câncer de pele é dividido em dois principais tipos. Os não melanoma, mais comum e geralmente menos agressivo, e os melanoma, mais raro, porém mais perigoso. Os casos não melanoma estão associados principalmente à exposição solar e, na maioria das vezes, têm tratamento simples, com altas chances de cura. Ainda assim, podem causar complicações estéticas, dependendo da localização.
Já o melanoma costuma surgir a partir de pintas com características irregulares, como variação de cor, bordas indefinidas e alterações no relevo. Esse tipo tem maior capacidade de se espalhar para outros órgãos, sendo considerado mais grave.
Entre os principais sinais de atenção estão pintas que mudam de cor, tamanho ou formato, além de lesões que coçam, sangram ou apresentam crescimento. A recomendação médica é que todas as pessoas façam acompanhamento anual com dermatologista, mesmo sem sintomas aparentes. O exame clínico permite identificar alterações em áreas pouco visíveis, como couro cabeludo, unhas e mucosas. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura, especialmente nos casos mais agressivos.
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A principal forma de prevenção é a proteção contra a radiação solar. O uso de protetor deve ser constante, com reaplicação a cada duas ou três horas, especialmente em áreas expostas. Também são recomendadas roupas com proteção UV, chapéus e evitar exposição ao sol nos horários de maior intensidade, entre 9h e 16h. Especialistas ainda alertam para o risco de práticas como bronzeamento artificial ou uso de produtos que intensificam a exposição ao sol, que aumentam as chances de desenvolvimento da doença.



