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Câncer de pele avança no Brasil e prevenção é essencial diante de calor intenso

Doença é a mais frequente no país e pode ser evitada com proteção solar e diagnóstico precoce
Câncer de pele
Felicia Manolache's Images/Canva

O câncer de pele segue como o tipo mais comum no Brasil e apresenta avanço nas estimativas mais recentes. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam a previsão de mais de 263 mil novos casos anuais de tumores não melanoma e cerca de 9 mil de melanoma no triênio 2026-2028.

O cenário reforça a importância da prevenção, especialmente em períodos de calor intenso e alta exposição ao sol, como os registrados recentemente. Especialistas alertam que o risco está diretamente ligado ao acúmulo de exposição solar ao longo da vida.

Tipos câncer

O câncer de pele é dividido em dois principais tipos. Os não melanoma, mais comum e geralmente menos agressivo, e os melanoma, mais raro, porém mais perigoso. Os casos não melanoma estão associados principalmente à exposição solar e, na maioria das vezes, têm tratamento simples, com altas chances de cura. Ainda assim, podem causar complicações estéticas, dependendo da localização.

Já o melanoma costuma surgir a partir de pintas com características irregulares, como variação de cor, bordas indefinidas e alterações no relevo. Esse tipo tem maior capacidade de se espalhar para outros órgãos, sendo considerado mais grave.

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Entre os principais sinais de atenção estão pintas que mudam de cor, tamanho ou formato, além de lesões que coçam, sangram ou apresentam crescimento. A recomendação médica é que todas as pessoas façam acompanhamento anual com dermatologista, mesmo sem sintomas aparentes. O exame clínico permite identificar alterações em áreas pouco visíveis, como couro cabeludo, unhas e mucosas. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura, especialmente nos casos mais agressivos.

A principal forma de prevenção é a proteção contra a radiação solar. O uso de protetor deve ser constante, com reaplicação a cada duas ou três horas, especialmente em áreas expostas. Também são recomendadas roupas com proteção UV, chapéus e evitar exposição ao sol nos horários de maior intensidade, entre 9h e 16h. Especialistas ainda alertam para o risco de práticas como bronzeamento artificial ou uso de produtos que intensificam a exposição ao sol, que aumentam as chances de desenvolvimento da doença.

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