A Assembleia Legislativa de São Paulo passou a discutir um projeto que propõe a disponibilização de canetas emagrecedoras pelo SUS, com critérios específicos para pacientes com obesidade. A iniciativa, apresentada por parlamentares estaduais, busca ampliar o acesso ao tratamento medicamentoso, hoje considerado de alto custo na rede privada, especialmente diante da popularização de fármacos como semaglutida.
Na coluna De Olho na Política, o cientista político Bruno Silva destacou que o tema ganhou relevância nacional e também levanta preocupações na saúde pública. Segundo ele, apesar do potencial de ampliar o tratamento para pacientes que necessitam, há riscos associados ao uso inadequado e ao mercado ilegal, além de pessoas que utilizam o medicamento sem indicação clínica adequada, o que pode gerar efeitos adversos e sobrecarga no sistema.
Bruno também chamou atenção para o impacto financeiro da proposta, já que o fornecimento pelo SUS exigiria forte estrutura de financiamento e poderia pressionar estados e municípios. Ele avalia que o debate precisa considerar viabilidade orçamentária, critérios médicos rigorosos e acompanhamento técnico, evitando decisões apressadas diante da popularização do medicamento.
Ouça a íntegra da coluna De Olho na Política e entenda o debate sobre a inclusão das canetas emagrecedoras no SUS em São Paulo.