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Casal gay denuncia por homofobia empresa que diz não fazer “convites homossexuais”

Caso foi registrado no 73º Distrito Policial, do Jaçanã, Zona Norte de São Paulo; empresa alegou 'heterofobia' em post excluído
Casal gay denuncia por homofobia empresa
Caso foi registrado no 73º Distrito Policial, do Jaçanã, Zona Norte de São Paulo; empresa alegou 'heterofobia' em post excluído

Caso foi registrado no 73º Distrito Policial, do Jaçanã, Zona Norte de São Paulo; empresa alegou ‘heterofobia’ em post excluído

Um casal que organiza a própria festa de casamento registrou na polícia a recusa de atendimento por parte de uma empresa contratada para produzir convites e lembranças. Segundo os noivos, o estabelecimento encerrou a negociação ao saber que se tratava de um casal homoafetivo.

Recusa de atendimento e registro policial

O promotor de eventos Henrique Nascimento, 29 anos, afirma que procurou a empresa por WhatsApp para solicitar orçamento e informações sobre os serviços. De acordo com o casal, quando o dono da firma percebeu a orientação sexual dos clientes, informou que “não atende esse tipo de público” e interrompeu a negociação. O caso foi registrado na delegacia especializada em crimes de intolerância e discriminação, onde a polícia abriu investigação por suspeita de crime de homofobia.

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Quem são os noivos

Henrique Nascimento é parceiro de Wagner Suárez, 38 anos; eles estão juntos há 8 anos e 7 meses. O casal, que mora no bairro do Jaçanã, na zona norte de São Paulo, já é legalmente casado e planeja realizar a festa de celebração da união em setembro de 2025.

Desdobramentos e contexto legal

Os noivos buscaram a delegacia especializada para formalizar a denúncia e permitir que a investigação apure responsabilidades. Atos de discriminação por orientação sexual podem configurar crime segundo a legislação e decisões recentes do Judiciário brasileiro que equiparam práticas homofóbicas a delitos de intolerância. A apuração vai determinar se o proprietário da empresa cometeu crime e quais medidas administrativas ou penais serão adotadas.

Henrique e Wagner dizem esperar que o caso sirva para conscientizar empresas sobre a obrigatoriedade de atendimento sem discriminação e para evitar que outras pessoas passem por situação semelhante.

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