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Chocolate pode fazer parte da alimentação desde que consumido com moderação, orienta nutricionista

Especialista explica os benefícios do chocolate, esclarece mitos sobre versões branca e amarga e dá dicas para um consumo equilibrado
Chocolate
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O chocolate não precisa ser eliminado da alimentação para quem busca uma rotina saudável. Segundo a nutricionista Graziela Cancian Vieira, o alimento pode ser consumido diariamente, desde que em pequenas quantidades e dentro de uma alimentação equilibrada.

A especialista destaca que o segredo está na moderação. O consumo de cerca de 20 gramas por dia, o equivalente a dois ou três quadradinhos da barra, já é suficiente para matar a vontade de doce sem comprometer a saúde.

Quantidade ideal

De acordo com Graziela, o consumo consciente também envolve a forma como o chocolate é apreciado. Comer devagar, deixando o alimento derreter na boca, ajuda a aumentar a sensação de prazer e saciedade.

Ela recomenda ainda optar por porções menores, evitando deixar grandes quantidades do produto facilmente disponíveis. Segundo a nutricionista, quanto maior a oferta, maior tende a ser o consumo impulsivo.

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Outro ponto destacado é que o chocolate estimula a liberação de neurotransmissores ligados à sensação de prazer e bem-estar, como serotonina e dopamina. No entanto, ela lembra que atividades físicas, momentos em família e convivência com amigos também promovem esse efeito de forma natural.

Escolha do chocolate

Entre os diferentes tipos disponíveis no mercado, o chocolate branco costuma ser apontado como mais calórico. A nutricionista explica que isso acontece porque ele não contém cacau na composição e possui maior quantidade de gordura e manteiga de cacau.

Apesar disso, ela ressalta que o chocolate branco não deve ser considerado um vilão. Assim como os demais tipos, pode ser consumido, desde que respeitadas as quantidades recomendadas.

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Já o chocolate meio amargo e o de maior concentração de cacau apresentam maior quantidade de compostos antioxidantes. Segundo Graziela, o consumo frequente dessas versões pode contribuir para que o paladar se adapte gradualmente a alimentos menos doces.

Atenção

A especialista também alerta para os produtos comercializados como “fit” ou “saudáveis”. Segundo ela, nem sempre essas versões são as melhores escolhas, já que muitas contêm maior quantidade de gorduras, adoçantes artificiais e outros aditivos para preservar o sabor.

Por isso, a recomendação é observar sempre a lista de ingredientes e a tabela nutricional. Quanto menor a quantidade de ingredientes presentes no rótulo, melhor tende a ser a qualidade do produto.

Ela também orienta que pais tenham atenção ao consumo de chocolate pelas crianças, evitando deixar grandes quantidades ao alcance dos pequenos e incentivando o consumo em porções reduzidas.

No caso da prática de atividades físicas, Graziela explica que o chocolate não é a melhor opção para o pré-treino. Para esse momento, alimentos de rápida absorção, como mel, goiabada ou doce de leite, costumam ser mais indicados. Já o chocolate pode ser incluído no pós-treino, acompanhado de preparações como panquecas

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