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Conab projeta pequeno crescimento na safra de cana-de-açúcar

Alta será de 3% em relação a colheita anterior, mas produção de etanol deve cair 14,9%
safra de cana-de-açúcar
Alta será de 3% em relação a colheita anterior, mas produção de etanol deve cair 14,9%

Alta será de 3% em relação a colheita anterior, mas produção de etanol deve cair 14,9%

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu segundo levantamento sobre a safra 2016-2017 de cana-de-açúcar, estimando uma produção de 684,077 milhões de toneladas. Se confirmado, o balanço representará um crescimento de 2,9% em relação à safra anterior. No entanto, nem todos compartilham desse otimismo.

Divergências nas Estimativas

Especialistas do setor, como o engenheiro agrônomo Dibi Nunes, diretor do Grupo Ideia, manifestam preocupação com o que consideram um excesso de otimismo nas estatísticas da Conab. Nunes argumenta que essa superestimação pode ter reflexos negativos no mercado. “Há um excesso de otimismo nessa estatística”, afirma.

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Segundo Nunes, dados recentes do Grupo Ideia indicam que a região Centro-Sul, responsável pela maior parte da produção, já apresenta quebras de cerca de 5%. Ele estima que a produção nessa região fique entre 570 e 580 milhões de toneladas. Somando-se a isso a produção do Nordeste, que ele projeta em no máximo 50 milhões de toneladas, o total nacional dificilmente atingiria 630 milhões de toneladas.

Impacto no Mercado de Açúcar

A Conab prevê que a produção de açúcar para esta safra pode chegar a quase 40 milhões de toneladas, um aumento de 19% em relação à safra anterior, impulsionado pelo alto valor da commodity no mercado. Nunes concorda que o açúcar está em destaque, mas dentro dos limites da capacidade de processamento das indústrias. Ele acredita que a produção se aproximará dos 39 milhões de toneladas, mas não com a quantidade de cana estimada pela Conab.

Etanol e Perspectivas Futuras

A companhia também prevê um aumento de 2,5% na produção de etanol anidro, utilizado na mistura com gasolina, enquanto a produção de etanol combustível deve ter uma redução de quase 15% em relação à safra passada. Dibi Nunes também prevê alterações nessas estimativas, o que pode motivar uma reação no mercado.

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Ele acredita que a produção total de etanol ficará entre 23 e 24 bilhões de litros, mas não necessariamente haverá um aumento de preço, a não ser durante a entressafra. No entanto, ele observa que as entressafras estão se tornando cada vez mais curtas, com a maioria das empresas iniciando a moagem em março e terminando em dezembro, o que pode limitar o impacto da redução da oferta nos preços.

A Conab estima um aumento na área colhida na região Sudeste, devido ao atraso na colheita da safra passada causado pelas chuvas. O aumento previsto na produção total é de 3,4%.

Diante das diferentes perspectivas apresentadas, o mercado aguarda os próximos dados para confirmar ou refutar as projeções iniciais.

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